Murilo Jambeiro de Oliveira
Brasil, 11 de junho de 2026.
Meus pais se casaram em dezembro de 1970, a impressão que eu tenho é um pouco da euforia do ano, muito em geral nos relatos que escuto. Historicamente no Brasil eu acredito que tem a ver com uma discussão politica do “quanto pior melhor”, que até muitas copas depois parecia uma tese, e não é, para o brasileiro tem alguma relação muito direta e evidente entre seu otimismo e seu pessimismo, e eu até me lembro que antes do tetra ouvia colegas que estavam num pessimismo que até parecia futurologia, dizia um deles lá antes do tetra, seleção boa hoje é da Alemanha. Mais que isso, as coisas iam de um jeito que Jules Rimet se foi, e não era de Jules et Jim (1962) de Truffaut de pouco antes, embora tenha sido das grandes subversões da história.
E a questão é que o Brasil nessa Copa do Mundo FIFA de 2026 vai estrear no Dia de Santo Antonio, dia do chamado Santo Casamenteiro, e aqui vale dizer, do maior índice de natalidade do país, todo mundo no Brasil pensa que é carnaval, mas é dia dos namorados que é um dia antes do dia de Santo Antonio, e eu costumo dizer, isso se dá porque sabe-se que o outro vai ligar no dia seguinte. Aliás a taxa de natalidade é coisa tão incrível, que não é só Santo Antonio de Pádua, mas também Santo Antonio de Guaratinguetá, de quem descendo, é famoso por ser padroeiro das grávidas da fertilidade tardia, e as vezes isso me faz todo sentido quando escuto que minha bisavó, Julieta Galvão de França, irmã de Frei Galvão, ou filha da irmã de Frei Galvão, não sei ao certo, teria que consultar os antigos, que já estão raros e sem lembrar de muita coisa, mas eu tenho anotado em algum lugar que não vem ao caso agora, Julieta Galvão de França, minha bisavó, teve 22 filhos, e vocês imaginem quando estou tendo um papo de mulher o que era queda de bexiga, cirurgia de períneo, que não existiam naquela época de quem fez 22 partos normais.
E outra, eu sempre digo, esses dias estava sendo novamente revisitada essa história em comunidades da cidade, e isso até ainda me importa em termos de pregação, que Frei Galvão, ou Santo Antonio de Guaratinguetá, comemorado no dia 25 de outubro, que se não erro muito porque pode ser sido em caráter excepcional quando fui informado é dia de Nossa Senhora da Palestina, bem como data da morte de Vladimir Herzog, feriado municipal, tem relação Frei Galvão, primeiro santo nascido no Brasil, e Guaratinguetá, com o que passei a chamar de “culto de filho”, uma vez que a Nossa Senhora Aparecida é atribuída a natividade do culto a 1717, mesmo ano de nascimento da mãe de Frei Galvão, ou Santo Antonio de Guaratinguetá, que é responsável pelo “culto de mãe” na cidade vizinha de Aparecida, além de ser padroeira do Brasil. As vezes sei de tanto detalhe que me dá preguiça, mas a mãe de Frei Galvão, Isabel Leite de Barros viveu apenas trinta e oito anos, dali uns 4 anos depois depois como Nossa Senhora de Aparecida, o relato é idêntico, dali uns 4 anos depois seu filho frade começa a contar essa história. O que ocorre que parece insólito, mas não me é, até porque eu tenho relato claro disso e as referencias perfeitas, é que missão redentorista alemã que fundou o Santuário Nacional a tenha tornado uma Santa Negra. É da minha dileta curiosidade que ali em Atibaia, onde minha família preservou terras até razoavelmente recentemente, minha mãe chegou a morar lá, houvesse uma reunião de Bandeirantes, Fernão Dias, que era um judeu sefardita que se converteu depois e foi enterrado no Mosteiro de São Bento em São Paulo (Santo Antonio de Guaratinguetá está no Mosteiro da Luz que ajudou a construir), mas que todos os Bandeirantes, irmãos de Fernão Dias, e dos quais descendem Isabel e Frei Galvão tenham se convertido a tempo ao Catolicismo, sabe-se até que esses não.
E tendo a concluir com o dado pessoal mais curioso, havia nessa reunião em Atibaia gente que veio junto para Brasil, e era do convívio intimo da Corte Imperial Brasileira, vizinha que Atibaia é de Bragança Paulista, já expliquei aqui como se desgruda de Atibaia, em Bom Jesus dos Perdões, de Santana do Parnaíba, de onde teria vindo a família de Frei Galvão, e a imagem original de Nossa Senhora de Aparecida, em Pirapora do Bom Jesus, e a sede da cúria de Aparecida vai se chamar Seminário Bom Jesus. Mas era do convívio por exemplo um Açoriano, chamado Matias Cardoso de Almeida, esse não era judeu, e eu testo geneticamente mais para Açoriano do que para qualquer coisa, se por parte de pai ou de mãe não sei, eu sei que já morei muito próximo da Rua Cardoso de Almeida, em São Paulo Capital, e não sei se “quanto pior melhor”, ali onde tinha o petite comitê do meu grupo político, havia a Padaria Estrela, onde encontrávamos até o baterista da Pitty, que eu lembro aqui a canção “Me Adora” da Pitty nesse blog CoexistenceLaw.Org sob o título “Dia Mundial da Paz” quando Murilo de Quadros Jesus dá posse a Lula. Recentemente, e naquele bar, nós estudantes de Ciências Politicas descobrimos um lugar com assinatura do pay-per-view do Palmeiras, e cerveja Nova Schin trincando sempre a 2 reais no vale alimentação, que nunca parava de descer, com direito a chorinho de graça, e baixar porta com a gente para dentro, onde um tiozão perguntava: “Vocês são estudantes de Politica?” e quando respondíamos que sim, ele dizia: “Vocês não sabem o que foi o AI-5”. De tanto nos convidarmos para ir tomar uma cerveja depois da aula “lá no tio do AI-5” que também tinha uma família de italianos da direção do Palmeiras que tomava cerveja vendo Gazeta Esportiva e comia tremoço com o Nono, o Nono era Conselheiro do Palmeiras, e era a atração deles, mas o “tio do AI-5”, fez que ficamos chamando a dita Padaria Estrela do meu ancestral Matias Cardoso de Almeida de “AI-5” simplesmente.
@CoexistenceLaw
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