Corrida Armamentista

Corrida Armamentista

Murilo Jambeiro de Oliveira

Brasil, 17 de março de 2025.

Natuza Nery fala no podcast “O Assunto” que vem a ser a corrida armamentista no mundo. Vale escutar, e para o que os Estados Unidos da América está obrigando a Europa. O podcast é sempre muito bom. No limite ela está acontecendo faz tempo no mundo, como a corrida espacial, a Índia está faz tempo lançando foguetes e satélites, o Japão tem feito o mesmo, a sensibilidade necessária é que quando começa a corrida espacial, uma coisa redunda na outra, e isso ficou parado décadas desde 1970.

Pragmaticamente o que começou a preocupar é que toda a economia da Rússia começou a depender da industria bélica, como Alemanha de Hitler. O país todo, toda a economia do país dependendo da industria bélica. Enquanto por exemplo no Brasil, ela se concentra no Vale do Paraíba, a industria bélica, e eu não sei quantas prioridades existem para o país dentre todas essas industrias, como por exemplo, a de bombas de fragmentação que são banidas por diversos tratados internacionais, entre outros motivos, porque mata ou aleija em mais 90% dos casos civis, metade deles, crianças.

No momento, como diz Natuza Nery, a China bate na mesa porque é apavorante que Estados Unidos da América e Rússia estejam consonantes. Mas fundamentalmente não é a preocupação do Brasil, no Brasil não temos mais um Ministério da Guerra, mas da Defesa, como chamamos hoje. E nisso, mais que exportar bombas de fragmentação, temos por exemplo apenas e tão somente prioridades de Defesa, que ocasionalmente eu trato, como o ProSub da Marinha do Brasil em parceria com a França. No que consiste? Consiste no fato de que uma imensa parte da base energética do país está em alto mar, e importante ter defesa para essa plataformas, no que a Marinha do Brasil chama de Amazônia Azul.

O Brasil de forma geral não tem condição para entrar em meia guerra devido a sua base energética, ajuda defende-la, mas no limite, uma discussão que existe no mundo hoje é sobre o “Domo de Ferro”. Proteção antiaérea terra-ar. É o caso das hidroelétricas, é um caso que em geral é discutido hoje, se esse tipo de proteção norte-americana foi muito superada pela equivalente russa. Uma discussão que nem chegamos a fazer. Como de resto, há necessidade de satélites para tudo, esse tipo de tecnologia era desenvolvida pelo INPE aqui em Cachoeira Paulista, e do ponto que eu acompanhei meus amigos cientistas do INPE, que me convidaram até para o lançamento do SCD2 (Satélite de Coleta de Dados 2), que era um programa primoroso há duas décadas atrás, houve um descontinuidade e uma retomada em parceria com a China no caso dos satélites, na época com um programa de baixo custo chamado SACI, que não era um primor.

Além disso, tivemos no CTA (Centro Técnico Aeroespacial) em São José dos Campos um dissabor tão grande quando com o VLS (Veiculo Lançador de Satélites) quando entrávamos para um grupo muito seleto do mundo, que tem foguetes lançadores de satélites, houve um acidente na Base Aérea de Alcântara quando explodiu o VLS com todos os cientistas que o criaram em volta do mesmo, vindo a óbito. Logo depois, deixamos até mesmo de ter como certa a soberania sobre a Base Aérea de Alcântara, em relação a um parceria com os Estados Unidos da América. Uma base muito próxima dos Estados Unidos da América, e um lugar posicionado na Linha do Equador, que se mostra ideal para o lançamento de satélites da forma mais econômica do mundo.

Quer dizer, o Brasil tem parcerias com a França em Submarinos Nucleares, com China em Satélites, com os Estados Unidos da América na Base de Alcântara, e não tem pretensão de entrar em guerra alguma, ou comprar baterias antiaéreas russas para suas hidroelétricas. O Brasil tem problemas de segurança interna que já são absolutamente idênticos a uma guerra, e não tem condição nem pretensão de entrar na guerra que atualmente assola todo o mundo. Devíamos ter o mínimo interesse em proteger nossa base energética, e mais que isso, em participar por exemplo da questão dos Satélites de Comunicação, mas que haja alguma pretensão maior que isso, em geral somos exportadores de algumas tecnologias, algumas absolutamente proscritas em todo o mundo.

Podcast “O Assunto” #1424:

https://g1.globo.com/podcast/o-assunto/noticia/2025/03/12/o-assunto-1424-corrida-armamentista-a-nova-era-nuclear.ghtml

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Murilo

Murilo Oliveira is a Brazilian lawyer, the themes proposed here are of variety, without political or religious purposes, as for all those who hold the angelic culture in great esteem. Visit: https://www.flickr.com/photos/198793615@N08

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