Murilo Jambeiro de Oliveira
Brasil, 7 de abril de 2026.
Eu acredito que até mereça uma postagem adicional para ser ainda mais claro em relação a minha postagem anterior nesse Blog Pessoal CoexistenceLaw.Org de título “Quais os limites para se convencer alguém?” ( https://coexistencelaw.org/?p=2285 ). E fundamentalmente o que cabe esclarecer é, a ideologização é cara. É esse o ponto. Sendo bastante pontual custa desde estrutura familiar, como em termos de padrão civilizatório do país em que se vive. E se você não tem essa estrutura, se o país de forma geral não te atende como algo muito habitual que as discussões se aprofundem, se ideologizem de fato, sem se partidarizar, uma das coisas muito impressionantes é que você fica em larga medida rifado, por assim dizer. E as questões não são poucas na realidade hoje, se avolumam questões de um determinado gênero e preocupação, que estão longe de serem ilusórias, só não é um tipo de discussão habitual para uma parcela imensa da população num pais muito carente de educação, e novamente gera custos imensos a quem se propõe a esse tipo de discussão. Acho que esse é o centro da questão.
Paralelamente a isso, como eu disse muitas vezes já temos estruturas familiares frágeis, e por exemplo foi e ainda está sendo, não só com pandemia como com advento de terminais informáticos individuais, uma dificuldade tão grande de certos diálogos habituais e a convivência com mais afinidade, que isso deve ser uma pergunta relevante antes de rifar alguém, como a gente foi sujeito a um período difícil, quando na realidade o estranhamento entre quem sou eu, quem é você na mesma casa, já não é bem de hoje. E para além, não se soluciona nem antes nem depois da pandemia, pelo tipo de habito de relação e informação virtual que temos, e pelo tardar de nos conhecermos e nos ajudarmos com diálogos, perdões até a bem da verdade, um progredir da vida mais saudável, onde não se pode se extremar nem pela ausência do perdão, nem pelo imperativo da autojustificação, muito menos em relação a terceiro, seja ele até mesmo infantil o quanto nos pareça. Aliás as vezes a gente se dá muito a se autojustificar de uma forma cruel pelo infantil simplesmente, não é nenhuma conjunção planetária conspiratória.
Quer dizer, retomando um pouco uma discussão aqui imediatamente anterior, o senso de coisas mais exato de uma discussão que as vezes não merece o detalhe, é que sim, são opções dispares no mundo, uma pessoa ser mais ou menos ideologizante no mundo, mas o fato é que tem um custo, isso acho que é a primeira coisa que eu posso afirmar, e concordar com quem não quer ou não pretende um tipo de diálogo, não está errado e não é menos, é um tipo de proposição extremamente custosa em todos os sentidos, desde a escuta se eu for sincero, que é uma discussão que eu faço em uma das minhas primeiras postagens nesse meu Blog Pessoal CoexistenceLaw.Org, é caro de largada, e te rifa de uma forma impressionante, em tudo, até em estrutura familiar. E além do mais são conformações de coisas e não conspirações planetárias, muito mais complexas que antes, no sentido de coesão de qualquer união de pessoas, qualquer tipo de união de pessoas hoje sofre bastante para ser coesa, o conflito de gerações anda numa velocidade impressionante, todos temos muito em geral alguma preocupação em se justificar em algum dado ou muito especialmente para quem escolhemos dividir a vida, num universo onde cada individuo é tão distante do outro no seu próprio terminal informático como nunca imaginamos antes.
Eu por exemplo tive e tenho uma dimensão efusiva de sociável por todo um enorme trecho da existência, é esse o fato, aquele tipo de aluno que passa sucessivas vezes por eleições do alunado em diversos lugares, se relacionando com quase todos. A questão é que as vezes você olha e você está no meio da floresta, de nariz na arvore, e não tá vendo a floresta. Acho que esse é um momento que a gente se recolhe para meditar um pouco. E outra questão é que simplesmente chegou a conta, você tá rifado, e tivesse o mundo parado 5 minutos em sua homenagem por isso, o mundo não parou, e literalmente as questões que você optou por meditar, além de você estar rifado, se tornaram no hoje as mais complexas possíveis na realidade. Vão das de saúde, desde de seus hábitos íntimos até a psicologia social de toda a coletividade, até no limite o que você pode dispor de tempo e dinheiro para pensar na vida dos outros, diante desse desgosto, de ficar rifado, e ver seus custos ficarem insustentáveis, a coesão dos menores grupos de pessoas se fragilizarem um absurdo e tudo mais.
@CoexistenceLaw
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