Murilo Jambeiro de Oliveira
Brasil, 23 de abril de 2025.
Em geral lembro de “Brasil Nunca Mais” de Dom Paulo Evaristo Arms no sentido de uma vontade de nunca mais pisar no Brasil, como Francisco nunca mais pisou na Argentina. Por um simples fato, que deixou aquele país no que chamo de “uma draga” que é fato de tudo ser entendido como partidarismo desse ou daquele, tudo ser interpretado a luz desse tipo de consideração, que nunca consegue uma união nacional capaz de reunir todos e solucionar os problemas do país.
O Brasil é muito plural, há imensa diversidade, acho curioso por exemplo que exista uma sigla chamada LGBTQI+ e em geral as pessoas tenham apenas duas ou três classificações e sejam surpresas do muito diverso que existe entre todos, existe por exemplo aqueles assexuados, existe uma imensa variedade inclusive de interpretações de um mesma fé e comentário de pessoas de fé. No Brasil, e especialmente na arte em todo Brasil, se pensa por exemplo, a despeito das muitas torcidas que só mostra uma fé viva, uma belíssimo sincretismo religioso, que em algum sentido, por sua presença na África hoje e tudo, se pensa em Papa negro muitas vezes.
A fé Católica Apostólica Romana cresce na África numa proporção de fazer inveja a muitos, não por outro motivo. Penso as vezes com meu São Jorge de terracota que me dei de presente em Ubatuba, que tem o lema “Aquela que uniu Pátria e Fé”. Trabalho dos mais difíceis se não abraçarmos nosso irmão, e mais que isso aceitemos nossa diversidade, eu reconheci e ainda reconheço uma carisma entre Jorge Mario Bergoglio e São Jorge padroeiro da Inglaterra, ou seja, entre Católicos e Protestantes, de forma mais ampla.
Para que isso não seja sempre entendido como um partidarismo que desconsidera as muitas siglas existentes no país, da mesma forma, quando falo de dragão, aprendi a pensar com as festas chinesas que dragão é também e faz muito sentido em meio as batalhas de São Jorge, um tipo de militar específico que guarda do Rei, que anda montado e batalha a pé, é mais pobremente armado de forma geral, como é concebido nosso primeiro regimento da cavalaria no Brasil entre outros no mundo inteiro, chamados de “Dragões de Independência”, e uma concepção estética e não necessariamente uma concepção do bem ou do mal. Muito antigas, talvez remontem os tempos bíblicos como forma de se referir a um Guarda Real. Como é de minha própria devoção.
@CoexistenceLaw
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