Murilo Jambeiro de Oliveira
Brasil, 20 de março de 2025.
Manchete do “Cogresso em Foco” hoje, depois da reunião COPOM de ontem (19/03): “Haddad sai em defesa de Galípolo! O ministro afirma que o presidente do BC não pode “dar cavalo de pau” na política monetária.”
Essa declaração de Haddad vem um pouco no sentido do que tenho dito, Campos Neto sobe a Selic antes do tempo, desce por pressão política, sobe na contenção dos fatos. Ou seja, dá um “cavalo de pau”. Mas eu me pergunto as vezes o porquê a popularidade do Ministro da Fazenda está em questão se é que se pode fazer quanto a muitas coisas o que Haddad faz. Conter a alta do dólar que causa a inflação de alimentos, vem muito da alta do dólar, que vem baixando, e sinceramente, no passado muito recente se fala de “mini bandas câmbiais” até na Suiça. Coisa que o Brasil não faz e não fez, a bem da verdade tenta, terminar uma reforma tributária, e sobre isso sabemos que Mantega por exemplo, no Governo Dilma, levou 30 bilhões de desonerações para serem votadas no Congresso Nacional, imaginando ele estar ajustando a “Curva de Laffer”, e saiu de lá com 300 bilhões em desonerações.
Faço até um comentário adicional breve dirigido a meu amigo Gabriel Galípolo. No auge da pandemia, lendo alguns ativos, precifiquei a retração economica em todo mundo em cerca de 40%. Algo que não é sentido no mesmo ato, mas com o passar do tempo, as vezes de um ou dois anos, ou um pouco mais. Isso compromete futuras altas de juros! Temos sem sombra de dúvida como quando Campos Neto começou a subir os juros muito cedo em meio da pandemia, uma necessidade de remunerar capital ocioso, mas a opção nos seja por emprego produtivo.
@CoexistenceLaw
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