Murilo Jambeiro de Oliveira
Brasil, 29 de novembro de 2024.
Para esquentar um pouco a discussão. Lula está, discutindo Golpe ou Não-Golpe, atentado a democracia ou não atentado a democracia. Ainda que os fatos recentes demonstrem que há atentados a democracia com uma constância incrível no Brasil, isso não se coaduna facilmente em melhores condições politicas nas municipalidades e no Congresso Nacional. Esse é o ponto.
De forma geral, Haddad mostra competência até onde se possa imaginar, mas não reúne tempo de tv ou mídia a que for, para expor suas melhores intenções, na competição com o Supremo Tribunal Federal, e todo um enredo policialesco, que trás para dentro o que é uma crise externa não desprezível, eu nunca vi um Ministro de Estado dos Estados Unidos da América seja qual for, dizer ao assumir o cargo que decreta oficialmente a América falida.
Lula corre um risco curioso, no meu ponto de vista, e por isso na reta final apoiei Trump. De não mais que de repente, os Estados Unidos da América, reduzirem seus juros básicos, e pegarem a moeda brasileira muito desvalorizada, o que seria positivo. Por isso eu estou atrasando esse artigo.
Se todos os absurdos se coadunam em um só, os Estados Unidos da América não vai subir juros, como aleguei em “A Lembrança das Sirenes” de 28 de abril de 2022 ( https://coexistencelaw.org/?p=302 ). Kamala Harris e talvez o atual Presidente do FED, não muito bem quisto por Trump talvez sim, mas no médio prazo talvez não. Então esse é o ponto desse artigo, quando Elon Musk começa a gritaria pelo deficit americano, outra coisa completamente inversa do cenário anterior acontece, e o Brasil, que vem no inverso da desgraça desde já, com o cambio batendo o recorde histórico de 6 reais no fechamento de hoje, pode entrar no fluxo dos fatos, em uma abrupta inversão de expectativas que nos favoreça.
Mas o ponto é, primeiro Lula se dedicou nesses dois anos a reunir condições políticas, o saldo disso é que apoiou públicamente a candidata derrotada Kamala Harris, e declarou ainda essa semana que não precisa da França para nada. Esse é o primeiro ponto de inflexão. Ele nã́o atinge seu primeiro intento, não consegue ser eloquente o suficiente para criar um ambiente de calmaria interna. Deveria, no meu modo de ver, ter dedicado dois anos para o público interno e seu catecismo.
E por que deveria ter dedicado dois anos para o público interno e seu catecismo? Porque Supremas Cortes de todos os países não são feitas para ocupar todo o noticiário, de politica internacional, de economia, com uma caça as bruxas, que não resulta em mais capital político internamente, nem consolida o poder de fato de Lula junto as Forças Armadas, e precisa a essa hora de seu mandato mexer em aposentadoria de militares, quando fala em os prender, precisar trabalhar princípios de justiça tributária que demandam catecismo.
No limite, além de tudo isso, desse dado insólito da sorte, de todo um jogo de azar, se fala ainda por cima de regulamentação de enorme players da economia digital, que não podem ser definidos pela jurisprudência que não se uniformiza, mas por um liberalismo que se explica legislativamente, de principios norte, que requeiram o estabelecimento de critérios os mais impessoais, ao mesmo tempo que reforçam os Diretos da Personalidade, de forma a não ser X, por assim dizer o problema. Ser o ambiente de investimento que muda a cada instante minimamente de forma liberal regulamentado, e os Direitos da Personalidade tão desprezados, atualizados em cores e sabores capazes.
@CoexistenceLaw
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