Murilo Jambeiro de Oliveira
Brasil, 17 de novembro de 2024.
A concepção de “Texano” como apelido eu acho engraçada, porque eu tenho muito pouco de Taubaté, ou “Taubatexas” que agora produz “tauba voadora”. Embora eu acredite piamente que Guaratinguetá teve uma concepção urbanística com muitas rotatórias, e chamada “Terra das Garças Brancas” em seu significado do nome da cidade, aves que até pouco tempo iam até ali e voltavam, de se tornar uma cidade fechada em si. E não Taubaté.
Mas desde a minha geração, outro dia escutava que um país da Africa tem internet para 1 em cada 4 pessoas e era o país do futuro, na minha geração da BBS, antes da Internet, Guará já tinha uma Internet para cada 4 habitantes, e indo ali e já voltando, quando eu e minha namorada fundamos o Internet Relay Chat, e com ajuda de muitos que iam nas casas instalar a internet e ajudar a usar o IRC, Guará se torna muito mais aberta. No IRC eramos top 5 conectados do Brasil. Como a lógica de tudo parecia evidente, com a maior escola da Força Aérea Brasileira, que tentavam nos anos 50 apartar do resto da população, com a Faculdade de Engenharia da UNESP, que inevitavelmente também despertaria curiosidade pelo extrangeiro.
E nisso, os Texanos, que com muitos cursos de faculdade particular da Prefeitura, conseguem abrigar a população do Vale, sobretudo, ser sobretudo valeparaibana, e não Guaratinguetá. A despeito até da circulação de automóveis de Guaratinguetá que andam sempre em círculos.
Mas “Texas Co.” vem para mim, num evento preciso que eu me sinto uma espécie de Bush na escolinha, eu estava na faculdade vendo os eventos do 11 de setembro de 2001 ao vivo, junto dos meus colegas, que depois me elegeriam Diretor Cultural, mas ao sair para ir almoçar logo depois, não sei daquela companhia. Eu olho para os meus sapatos com um leve inclinar da cabeça para baixo, e vejo aquele prato de strogonoff espalhado. Pois então, como os Texanos hoje em dia, “se eu falar que avoa, avoa”!
@CoexistenceLaw
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