Murilo Oliveira
Brasil, 03 de julho de 2024.
Quando o Presidente do Banco Central do Brasil iniciou a mais recente alta dos juros básicos da economia no Brasil, ainda no Governo Federal passado, eu logo alertei para o fato que o fazendo tão cedo, antes que se começasse a escalar outras subidas de juros básicos de bancos centrais ao redor do mundo, ou em minhas próprias palavas que se começasse a soar o som das sirenes (nesse blog: “A Lembrança das Sirenes”, 28 de abril de 2022), quando isso ocorresse não teríamos no Brasil margem para baixar os juros básicos da economia em um segundo momento. Que nos parece esse hoje, do mandato de Roberto Campos Neto.
A discussão é longa, quando por exemplo eu cunho o termo “disrupção de oferta” para argumentar que em princípio o aumento de juros básico da economia em todo mundo demandado pela pandemia, não decorria da necessidade de controle da inflação, mas se fazia plenamente ineficaz no sentido de agir sobre a mesma, era, outro sim, reflexo da necessidade de melhor emprego de capital sem retorno na atividade produtiva no “rentismo”.
Dito isso, eu acredito que o Presidente Lula estava em meio a uma fobia, semelhante a Islamofobia que tomou conta do mundo depois da primeira onda de migrações muçulmanas para a Europa. E que recentemente fizeram com lógicas perversas como essa, cair Babilônia. Ou melhor dizendo, como na França, a extrema direita talvez lhe caia bem.
@CoexistenceLaw
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