Murilo Oliveira
Brasil, 6 de maio de 2024.
Eu acredito que o fenômeno central da atualidade seja o crescimento desacerbado do individualismo. Quanto ao que eu preciso pontuar certos aspectos que já venho pontuando aqui há longo tempo, mas não ainda em todo coeso sobre isso.
A primeira questão é a surgimento de terminais informáticos individuas, os telefones celulares, por si só isso é causa principal e que nunca retrocede desse ponto da história em diante.
Em outra frente, não menos desprezível, esse terminais, bem como todo o aparato informático, se tornam ainda mais capazes, menores e mais conectados, o que gera outro tipo de demanda, a exposição da intimidade de todos em tempo real, todo o tempo.
Isso resulta por exemplo, que amplos setores da sociedade acreditem que a solução para tal fato seja se apoiar num sentimento anti-religioso. Uma espécie de cruzada pela redução nos costumes médios da população em geral do sentimento de reprovação social a determinados hábitos, antes menos evidentes, de cada indivíduo em sua vida íntima.
Ocorre que, primeiramente não advém apenas e simplesmente do sentimento religioso determinada reprovação social de determinados hábitos individuais, as vezes até bastante difundidos em certos grupos. Muito mais que isso, é claro e evidente que em toda a Terra, por exemplo, as pessoas ainda se pretendam socialmente convivendo utilizando roupas. E não só pela sua utilidade primeira, o sentimento de inadequação com o próprio corpo é tão constante, e tão mais passível de responsabilizar amplos setores de uma industria laica, ocasionalmente não exatamente atea, como a própria industria do sexo, em relação ao que vende como “produto premium”, que isso não é um dado de origem religiosa como se procura simplificar e se criar uma cruzada infindável de acusações sobre aqueles que tem ou inspiram sentimentos religiosos.
Mais que isso, é inescapável a qualquer sentimento de inadequação com o próprio corpo, até mesmo o etarismo. Que também nada tem a ver com religião, a bem da verdade. Seja quando se sente pessoalmente inadequado ou inadequada, ou quando profere acusações contra terceiros.
E isso implica numa outra chave de análise, que invariavelmente inspira para muitos a misoginia, qual seja, a utilização do sexo como senha e forma de ascensão social. O que via de regra pode, como acontece, privar muitos de um convívio mais saudável, como também, e invariavelmente, promove algum tipo de injustiça em relação a competências específicas.
Quer dizer, no computo final, o individualismo que começou a se desacerbar a partir do surgimento dos terminais informáticos individuais, gerou uma sociedade onde a meritocracia e as questões de gênero, bem como o etarismo, seguidos pela alienação parental e violência no seio da família, sejam tão desacerbadas, como as vezes nos negamos por exemplo a reconhecer que hoje muitas mães, por exemplo, promovem violências extremas contra seus próprios filhos, para não falar do que já é notório entre casais.
Habitualmente me acostumei a recorrer a um estudo antropológico que diz que a sociedade Chipanzé do macho líder territorialista, passou ser substituída por uma sociedade Bonobo da fêmea líder e sem território. E que aos olhos desavisados do pesquisador as vezes aparenta ser uma sociedade plenamente amorosa, quando não se considera que aquela fêmea é constante estuprada, incorrendo em gravidez sem qualquer resguardo de novos estupros nesse período, além de doença, para não ficarmos crendo em simples desconforto. O que se desenha nesse tipo de transição, desde o conhecido entre Chipanzés e Bonobos, é uma sociedade absolutamente mais violenta, onde não existe auxílio mútuo de nenhuma espécie. E nossa vergonhas não são puramente religiosas, as vezes é de um braço fora do padrão, ou de um beiço ou de um prepúcio.
@CoexistenceLaw
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