Pedagogia de Páscoa

Pedagogia de Páscoa

Murilo Oliveira

Brasil, 04 de março de 2024.

Do pouco que conheço sobre a pedagogia Waldorf, há duas grandes datas no calendário dessa linha pedagógica que talvez não devam ser desprezadas aqui nas minhas considerações de sempre, já um pouco esquecidas. São elas: o Pessach, e o o Michaelmas. O que é importante considerar em relação ao que chamo as duas maiores correntes do Cristianismo? Primeiro vale dizer que o Michaelmas se refere talvez ao equinócio de setembro, por aproximação. Qual é o sentido perfeito da data comemorada conforme a natureza na minha opinião: equilíbrio! Dia e noite com igual duração, um julgamento justo, uma balança devidamente equilibrada.

Mas e quanto ao Pessach? Esse que acredito continente do que chamo as duas grandes correntes do Cristianismo, em seu sentido amplo certamente seja a renovação, o renascimento! Em tempo, o que chamo de as duas principais correntes do Cristianismo de forma pessoal no meu particular modo de ver se refere a dialética existente entre o que chamo de Reino de Ramos e Reino da Paixão.

A Semana Santa para a liturgia Cristã, e eu criado no Vale do Paraíba em São Paulo, que eu considero o mais Cristão Católico conservador dentro do possível para os padrões brasileiros, tem sentidos e momentos que me fazem buscar sínteses de nós nas suas mais variadas dimensões de forma constante. Uma que começo a ensaiar há algum tempo é sobre o Domingo de Ramos e a Sexta-feira da Paixão.

Da forma precária que essa dialética me existe até aqui, a impressão primeira que tento ensaiar é que existe, desde pequenos núcleos familiares até talvez o Cristianismo de forma ampla, cultos que privilegiam a liturgia de uma data ou da outra, por mais próximas que pareçam. Retomo um pouco essas considerações de maneira bem informal como costumei fazer por ocasião de acreditar que a Família Real do Reino Unido tenta privilegiar nesse momento a simbologia da Páscoa. E aqui vem a minha grande dificuldade quanto a isso, como explicar uma e outra sem criar dentro de uma só uma divisão imensa, inclusive por ter sido criado dentro de um culto que privilegia muito mais uma dessas liturgias do que outra. Vou tentar!

Eu penso que ambas talvez sejam redentoras, isso por princípio me parece lógico, referem-se a uma redenção profunda como todo o Cristianismo me parece. Mas onde mora meu inquérito? Uma parece ensolarada e outra entrevada. Onde repito, nenhuma das duas foge ou deve fugir da concepção central do Cristianismo de uma ampla e profunda redenção. A miúde, a concepção ensolarada disso diria que pecar é uma constância tão grande da vida, que o reino é o lugar divertido e politicamente incorreto. E por outro lado, na mesma minúcia, pecar é algo tão grave e crucial em nossas vidas, que o reino deve ser o lugar muito ordenado dentro de um grande impasse.

Ou seja, a Páscoa, independente de uma diversidade de Reinos no Cristianismo que eu cito aqui, qual seja do Reino de Ramos e do Reino da Paixão, tem invariavelmente o sentido inequívoco de renascimento, e isso está no sentido do todo das celebrações, certamente em todas as religiões Abraâmicas. E é um sentido que eu gosto bastante e sempre pretendo preservar.

@CoexistenceLaw

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Murilo

Murilo Oliveira is a Brazilian lawyer, the themes proposed here are of variety, without political or religious purposes, as for all those who hold the angelic culture in great esteem. Visit: https://www.flickr.com/photos/198793615@N08

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