Murilo Oliveira
Brasil, 5 de junho de 2023.
Um dos dados fundamentais da sociologia dos costumes que tenho tratado aqui junto da política internacional talvez mereça algumas notas de chocolate com taninos amadeirados. Onde o que quero dizer é bastante breve e apenas para degustação de toda série de postagens desse Blog sobre aspectos mais ou menos claros dessa sociologia dos costumes e algumas perspectivas próprias da politica internacional nos dias de hoje.
A questão é como emerge a violência em toda sociedade, aqui considerado o mundo como um todo, e não apenas parte dele, mas o conflagrar de uma forma bem ampla como observamos, onde já se faz quase ultrapassada a expressão “choque de civilizações”. Embora seja perfeitamente cabível, mas não seja apenas do que se trata, quando destaco que o fato está em curso no interior por exemplo de todas as sociedades Ocidentais, não exatamente como uma posição instituída e sólida dessa parte do mundo contra outra qualquer.
Choque de civilizações seria talvez afirmar que temos estamento bem posto em todo o Ocidente que não é compreendido pelo Oriente, ou qualquer dicotomia dessa espécie entre estágios civilizatórios consolidados de parte a parte, e isso não chega a ocorrer devido a por exemplo a questão da perda de eixo em diversos momentos da política Ocidental atual, onde ainda há grande reprovação de certos hábitos já bastante comuns entre nós no Ocidente.
No que quero dizer sobre, a menor partícula da sociedade, qual seja, a família, e vamos consignar que isso durante todo o tempo como digo aqui tem um papel preponderante da mulher, tanto como novo membro empoderado, como parte ainda mais demandante de sua imagem pessoal. A cobrança não se reduz com o empoderamento feminino em toda sociedade Ocidental, mas apenas cresce a bem da verdade em termos de imagem, o que por si só explica um parâmetro sólido de violência que eu tento ilustrar. Muito da violência que surge nas sociedades Ocidentais decorre de um trato do feminino se não mais gravoso, ainda mais exigente. Para o que trago para a família, seja ela de qual conformação o for, homoafetiva ou não, passa a figurar como raiz da violência que vai se manifestar em todo o mundo hoje.
Ou seja, em que sentido quero propor a questão? No conflagrar de duas pessoas que dormem na mesma cama, observe, no que há entre dois seres humanos sejam de qualquer sexo, entre si. Uma situação que se torna corriqueira. Surge a sociedade violenta do mundo atual. É essa a questão, em sendo cada dia menos sólido confiar na pessoa ao lado que dorme na sua mesma cama, a violência nasce e toma toda a sociedade de forma crescente até os limites mais amplos entre povos. Não me parece dado desprezível, e não são elegíveis apenas alguns determinados e certos culpados disso, antes em curso uma grande revolução de costumes, que não atine nem mesmo a um preciso modo de constituir família, mas por exemplo em um novo modo de organização social decorrente da Revolução Digital, que não tem acumulo cultural, nem uma plena aceitação, mas já está instaurada entre nós como a praxe entre tudo que temos que dispor de aparato informático.
Quando você dorme com o inimigo, e podemos amainar isso para competidor, esse talvez seja um dado sólido, antes de qualquer Revolução Digital, ou concomitante a isso, tivemos todos, homens ou mulheres, de ir ao mercado de trabalho, talvez para mulheres com um aparente sentido libertador, mas na realidade dos fatos como necessidade econômica primeira de muitas famílias e povos. Encontramos nesse dado, de ambos , como costumo dizer serem entre casais em geral de qualquer orientação sexual, ou modelo familiar, tornarem-se dois indivíduos caçadores, uma das explicações primeiras para o fato de muitas vezes fazer aflorar a violência de forma ampla no mundo.
Não nos parecem dados dos quais se possa retroceder, e o que todos propõe em toda parte talvez seja alguma dose de bom humor, curiosamente no suceder das gerações, e especialmente entre meninas, o primeiro esforço de acumulo cultural que encontramos é esse, o humor. Mas de sobremodo não podemos desprezar como a violência nasce em nossas próprias camas, que seja até mesmo entre meninas apenas, não são menos propostas a competir de forma predatória entre si, e tomar todo o conjunto da sociedade até no limite termos nós guerras instauradas no mundo, que tem no meu modo de ver, em sua gênesis, esse fato como preciso. Acordos ainda mais difíceis e sofridos entre duas pessoas em seu convívio intimo. Começa no dois, e chega a totalidade da humanidade.
@CoexistenceLaw
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