Murilo Oliveira
Brasil, 1 de dezembro de 2022.
No Dia Mundial de Combate à Aids, a ONU destaca em um relatório uma série de desigualdades que têm provocado o aumento de contaminações pelo HIV no mundo, entre elas a desigualdade de gênero que impacta mulheres e meninas, segundo a RFI Brasil.
A questão talvez seja compreender que desigualdade econômicas, como as que assolam a população Africana, bem como de informação como a jovens em todo o mundo, muito mais sexualizados precocemente e experienciando o sexo muitas vezes mais rápido e sem proteção, bem como especialmente entre meninas jovens, e isso em todo mundo especialmente no Brasil, está vendo numero contaminações crescerem. E isso ocorre em um contexto onde não se tem maturidade ou compreensão de grupos LGBTQIA+ pelos pais e pela sociedade, para constatar, relatar, e tratar a doença.
Mais que isso, não temos hoje uma estabilidade de fatos no Brasil e no mundo que possa apontar uma calmaria em relação a pandemias multiplas, tanto de variantes de COVID-19 como outras várias, tais quais a Monkey Pox, e aquelas combatidas hoje, nesse exato momento, na China. Essa circunstancia, de aumento de contaminação não tratada, nas relações casuais pela internet e aplicativos de relacionamento que toma toda a sociedade, e não apenas, temos com o acesso a pratica sexual retratada na internet a sexualização bastante precoce entre todos os grupos sociais em todo o mundo, muitas vezes até mais fantasiosa do que o habitual num passado recente. E economicamente mais abrangente e fácil em sua exploração. Vamos a um quadro de aumento explosivo das contaminações por Aids entre adolescentes.
E quanto a isso devemos lembrar que, no Brasil, e honra seja feita, José Serra conseguiu de forma pioneira assegurar o acesso gratuito no SUS ao coquetel de retrovirais para combate a Aids, o que impactou muito o numero de mortes pela doença no Brasil, e especialmente na Africa subsequente a adoção da politica de medicamentos genéricos implantada por ele no Brasil. Como de resto foi também aquele responsável pelo combate eficaz ao tabagismo e merece homenagens em vida. Mas sem informação, sem campanhas periódicas, especialmente também as de vacinação, contra por exemplo a COVID-19 e suas variantes, tanto quanto hepatites, HPV, e todo o calendário vacinal, tempestivamente e de forma organizada, temos duas calamidades e não uma com a pandemia, ou as pandemias, atuais e vindouras.
Temos um quadro, onde a imunodeficiência especialmente é uma questão de fundo, que no computo amplo dessa triste realidade de pandemia de hoje, trás novamente a questão para um tempo onde a Aids era extremamente mortal, e cada vez mais acorrem a meios subterrâneos da internet os relacionamentos amorosos de grupos amplos que se tornam marginais a sociedade. E onde nossos jovens estão vivendo suas primeiras experiências sexuais, muitas vezes optando por monetiza-las, sem que se tenha solução de politica publica capaz para o problema de forma ampla e tempestiva.
Isso veio a marcar um descontentamento enorme com o governo que hoje deixa o Planalto no Brasil. Uma extrema desorganização no SUS, que desde sua criação, passando por José Sera, e as administrações petistas, vinha tendo franco implemento e séria preocupação de Estado. E isso que deve ser lembrado nesse Dia Nacional de Combate a Aids. Que politicas se saúde consistentes, universais, e concatenadas, são de extrema importância. O senso que bastava ter dinheiro para ter saúde foi bastante subvertido por uma percepção cada vez mais atual, que saúde também deve ter necessariamente trato de problema de toda a coletividade para que cheguemos a termo de desafios imensos.
@CoexistenceLaw
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