Murilo Oliveira
Brasil, 6 junho de 2022.
Um primeiro indício da falência cultural, do Macartismo, é a própria classe desflagar uma guerra de uns contra os outros. Primeiro foram eles, depois serão os restantes. A situação que descrita no caso de Gusttavo Lima é grave, um cenário de tragédia no meio cultural, de ausência de politica consistente, não de artistas consistentes. Não se pode limitar a arte a indigencia do lançamento de um novo rifle nacional em São Paulo. Há artistas queridos e caros até a politica, até muito especialmente no São João, é proveitoso o circo que pode promover e quem se presta a isso, sem que sejam os artistas em si pessoas de densidade politica capaz de avaliar senão o quanto acreditam que merecem. Hoje temos o fundo partidário que não é magro, essa farra não vai se resumir ao orçamento de serviços essenciais o que é um escandalo, claramente escandalo, quando antes de haver um teto na Lei Rouanet podia ser ofertado com renuncia fiscal de empresas privadas, entrando numa contabilidade geral mais ampla e justa com Municípios pequenos e sem condições de oferecer ao seu povo tais alegrias que eles tanto querem.
Vai sempre haver o palhaço e alguma lona partidária para abriga-lo. A questão está em não criar grupos de perseguição a esse ou aquele artista, mas consistir em um só grupo de pressão capaz de formular, aprovar, e colocar em prática, algo que consista com a ética e moral, que não denigra ou divida a classe artistica por ausencia disso. Que uns na arte não façam o outro colega do lado chorar, porque simplesmente acredita que sua arte vale um tanto e não se acautela quanto a origem de tais recursos. Culpar o artista é o primeiro sinal de ausencia de cuidado com a cultura, mas quando artistas culpam artistas, estamos diante de um grave momento da cultura nacional. Todos, inclusive os Municipios pequenos, querem ter alegrias, e uma forma que isso não onere e precarize seus serviços essenciais. Estamos falando de privações diante de um cenário de ausência de cuidado com os artistas em geral.
@CoexistenceLaw
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