Profuso em Criatividade

Profuso em Criatividade

Murilo Jambeiro de Oliveira

Brasil, 2 de maio de 2025.

Eu trato muito do que ensaio em escrever mais longamente como ficção, ainda que tenha como pano de fundo leituras tão antigas como a bíblia, ou mesmo lembranças de minha criação Católica Romana. Mas falando em conclaves, eles estão em geral em meio ao dado de minha crença, bem como de minhas ficções. Por isso até me atém em ler e observar. Em meio ensaios ficcionais que faço, e os que pretendo um dia publicar longamente, como alguém muito mais das letras do que de qualquer outro gosto na vida.

Mas dai até falaria brevemente das minhas ficções que gosto, que como digo, passam muito por livros e musicas talvez já bastante antigos que gosto. Por exemplo, eu nasci num 15 julho de 1981 no final da tarde, um dia antes do previsto, um dia importante para Jerusalém e para o Santo Sepulcro. Fui batizado em Cristo Rei, na Igreja Católica Romana, num 11 de outubro de 1981, mesmo dia do batizado do compositor Giuseppe Verdi. Para ver meu primeiro conclave do que a Profecia dos Papas de São Malaquias, primeiro Santo irlandês, chamaria de Gloria Olivae. Eu acho particularmente interessante por pouco antes de eu nascer, uma banda irlandesa chamada U2, faz uma concepção artística de um garoto, o chamado álbum “Boy” de outubro 1980. E em outubro de 1981 quando sou batizado lança a faixa “Glória” no álbum “October” que vem a ser talvez a primeira faixa que adquiri na primeira oportunidade de comprar um Compact Disc por minha própria conta. Esse tipo de arte, ou relações artísticas, são relevantes em geral para minhas ficções, por razões as mais diversas, como por exemplo só eu ter nascido e sido batizado em São Paulo Capital, ali no Jardim Aeroporto, próximo a obra social de Ordem de Malta, como com muito mais idade passo conhecer melhor o bairro, aquela pequena paróquia. No mesmo dia do meu batismo mudamos para uma casa melhor no mesmo bairro segundo contam meus pais, no conclave que elegeu Bento XVI meus pais ainda moravam ali, e eu vou almoçar com a minha mãe, não morávamos juntos, mas retorno a bairro, ao lado de Cristo Rei para ver aquele Conclave, o primeiro que vi na vida.

No todo da obra, a do U2 fala da difícil amizade entre Católicos e Protestantes na Irlanda, talvez em seu auge nos anos 80, dessa concepção artística do “Boy” que é bastante perene na obra dos quatro irlandeses. Mas com o passar do tempo outras questões vão nos surgir como por exemplo fruto do habito de ler um pouco a bíblia. É interessante para mim, quando chega a ser confundido com alguém dentro do próprio cordão de isolamento Papal na vinda de Bento XVI a Aparecida, em São Paulo, Brasil, que dentre os mistérios do rosário mais rezados aqui esteja Apocalipse 12:5, ou melhor dizendo em relação as minhas ficções, uma concepção de um garoto que levado da maior mineradora de ferro do mundo, se torna alguém razoavelmente religioso, junto do maior polo do Catolicismo Romano no Brasil, talvez do mundo, onde recebemos em média 12 milhões de romeiros por ano. E dai a minha ficção é farta e ainda digna de ser bem redigita sobre o livro de Apocalipse e a devoção aos Anjos. Dois dados curiosos, como por exemplo a Wikipedia em alemão vai relatar que para os Etíopes o dia do meu aniversário seria o Festival de Uriel Arcanjo, o Anjo chamado de “Chama de Deus”. Eu como François Truffaut que é um cineasta francês que adoro, e que escolhe um garoto para filmar desde sua primeira infância, até sua vida madura, em diversos filmes com o mesmo personagem Doinel, que seria a história dele próprio François Truffaut, também penso minhas ficções da mesma maneira, tomando um pouco a terceira pessoa inventada de si.

São por exemplo, ao longo da vida, duas festividades as mais importantes em casa, o Natal, e o Dia dos Reis Magos, que vem a ser esse 6 da janeiro, o aniversário de mamãe, uma reunião tradicional de seus três filhos, onde minha Avó Nazareth contava que no dia que mamãe nasceu, o Bispo de Aparecida foi inaugurar uma nova ala da Santa Casa de Guaratinguetá, da maternidade, e só ela havia nascido naquele dia, por tanto o Bispo deu seu anel para que ela, minha mãe recém nascida, o beijasse. O que segundo meus avós era sinal de que seria uma criança difícil, uma criança traquina. Eu sou tanto quando até me achar em algumas lendas de Gaspar, mas não reputo ser o dado relevante de toda auto biografia, se não, pelo “pensamento mágico” de Jean Piaget. Mas no correr da literatura bíblica, alguns dados me são muito interessantes em toda a ficção, que eu vou trazer até os dias de hoje. Muito longe de qualquer gosto por qualquer espécie de ocultismo, e já longe de qualquer prática politica, se não o frequente cometário de politica internacional, vou ver outros personagens, como por exemplo, dentre os quais os Cavaleiros do Apocalipse, literalmente os descritos nesse livro, quando procuro mesclar fatos cotidianos, a informações mais pontuais do mundo, onde desde uma simples corrida dos cavalos Vida, Trojan, Quaker, e Tennyson, acidental pelo centro de Londres no período recente, até uma fala de Joe Biden nos 75 da Organização do Tratado do Atlântico Norte, tento imiscuir o personagem entre quadro deles biblicamente célebres, o Cavaleiro Branco, que seria Joe Biden, o Cavaleiro Vermelho que seria Donald Trump, o Cavaleiro Negro que seria Elon Musk, e o Cavaleiro Verde, o próprio narrador. Um flagrante cruzamento da ficção com questões contemporâneas na plenitude da minha ficção. Mais que isso, sem perder de vista o “Anjo que detém o fogo” como descrito em Apocalipse também, ou o “Chama de Deus” como é traduzido de alguma literatura apócrifa, que não é minha inspiração primeira, essa literatura, mas preservo como fio condutor, e como espécie de culto mais específico, como aquele de Olímpia na Grécia, que inspira dos Jogos Olímpicos. Quer dizer, trazer para obra em algum momento tanto a política como o esporte mundial. Para a ficção que como François Truffaut iria até em “Noite Americana” falar de sua própria profissão.

E nisso por exemplo, é furta-cor que tal Anjo, Uriel Arcanjo, apareça como alguém que é e não é, é o oitavo, e também o sétimo Anjo, que era uma Besta e não é mais, conforme só a leitura do livro inteiro do Apocalipse, com grande esforço imaginativo, pode nos conduzir, até quem saiba entender que por exemplo, que eu tento dentro desse enorme esforço imaginativo, pensar a França como uma espécie de Babilônia. Algo carente de fontes e boas ilustrações, como por exemplo Truffaut de quem bebi muito, em “Os Incompreendidos” de 1959, prima pelas tomadas externas de Paris. E aqui já é momento tão avante das minhas considerações em geral, pós pandemia, que vale retroceder um pouco. Como gosto de outros dados biográficos quase tão antigos como os primeiros, que remetem a minha primeira eucaristia, em Guaratinguetá, na Igreja de Nossa Senhora das Graças, em 15 de novembro de 1992. Esses, referentes ao Feriado da Proclamação da República no Brasil, tomam todos os episódios de meio da estória, como o fato de ter reservado para mesma data meu primeiro namoro em 1998, se é que ainda me lembro, até a ainda nítida lembrança do 15 de novembro de 2005, quando por exemplo, reprimido por isso, o que não foi incomum, deixo a politica estudantil, para me dedicar exclusivamente as letras. Veio a ser a Proclamação da República ocasião de algumas Graças, as quais nem tendo, nem deixo de tender. São dados da estória, que em muito se passa entre leituras e estudos os mais variados.

Quer dizer, dentro dessa profusão criativa, é certamente uma espécie de ficção de alter-ego eivada de uma imensa criatividade, que teve tanto num recurso escasso como a leitura bíblica, até notícias escolhidas aleatoriamente para falar de um determinado tempo histórico, como podemos ver em uma obra só como “Forrest Gump” (1994) de Robert Zemeckis, até o se biografar de forma fantasiosa como François Truffaut faz de um diversas obras suas, com o personagem Doinel ou mesmo ele próprio, um tipo de literatura que tenho pretendido há longos anos. Com um ensaio ou outro. Não tem pretensão de correção teológica, tão pouco de ser totalmente fidedigna com dados da realidade passada ou atual, muito menos compromisso com o fato de que o narrador possa assumir esse ou aquele personagem, sem que seja contudo nenhum deles. Não é nenhum deles. São assuntos da minha predileção entre leituras mais distantes, e fatos que são alardeados em noticiários, e uma ou outra personalidade que eu elejo para conduzir um trecho da obra. E em geral porque em momento nenhum ela pretende ser desonrosa para qualquer dos personagens, a reflexão me é longa e detida. Nenhum personagem se elucida, ou é elucidador, senão a fantasia de um narrador em meio a alguns recursos culturais escassos e fantasiosos de si próprio. Que não pretende outro, se não o oficio do escritor feliz, como temos de Paulo Coelho a J.K. Rolling. Trabalhar esses universos com respeito, distanciamento histórico, paciência para encadeá-los de forma agradável e instigante para o leitor, é um objetivo ainda inconcluso, sempre sendo ensaiado. Que gosta de ser entendido assim, profuso em criatividade, extenso em respeito, e integralmente fantasioso naquilo que pretende: a ficção!

@CoexistenceLaw

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Murilo

Murilo Oliveira is a Brazilian lawyer, the themes proposed here are of variety, without political or religious purposes, as for all those who hold the angelic culture in great esteem. Visit: https://www.flickr.com/photos/198793615@N08

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