Murilo Jambeiro de Oliveira
Brasil, 14 de março de 2025.
Esses dias estava dizendo, aliás vendo um dos bonitos projetos sociais da Rede Globo e seus herdeiros, que o Presidente Joe Biden parece se apropriar de uma frase de inspiração mexicana nas minhas referencias, para dizer em certa ocasião: “Mandar obedecendo o futuro.” Isso em relação a professores e alunos, é uma belíssima frase como eu dizia. Mas a lembro por ocasião de um dado, e depois faço mais erratas do Presidente Joe Biden.
O dado que eu queria remeter mais claramente é que muito rapidamente, ou especialmente na medida que os padrões e a troca de equipamentos permita, haverá uma tv muito mais interativa. Muito mais oficialmente e em tempo real, o telespectador terá interação permanente com aquilo que passa na tv, e não apenas por redes anexas ou com algum atraso para se avaliar depois, mas de fato ao mesmo tempo que surgem e devem ser elucidadas as questões. O que eu vou chamar do Padrão Walter Clark de interação. A interação vai nos condenar a um mau humor pior que o da troca das tomadas logo logo, porque disso dependerá o futuro das televisões. Se hoje temos alguma interação no aba anexa, isso se tornará o hábito e a condução de tudo, integrado aos próprios televisores.
Mas enfim, o engraçado é quando as coisas vem de barato, como o Presidente Joe Biden se pronunciando nos 75 anos da OTAN, eu alertei na época, mas é ainda mais interessante hoje, pois ele esta velhinho como eu, mas tudo tinha alguma referencia mais absurda que a outra quando ele errava um dado. Nessa ocasião, dos 75 anos da OTAN, diz o Presidente Joe Biden: “Trump é meu Vice”, “Zelensky é Putin”, e mata com uma frase bíblica: “Vencedor e para vencer!”
Tenho pouquíssimas ou nenhuma notícia do México, tenho lá as minhas leituras habituais das agências de notícia, sobre a nova Presidente Mexicana, sobre a guerra tarifária, mas até fui buscar referências em textos que não tenho o hábito, textos bonitos e bem escritos, a despeito de tudo ou de quem tenha os escrito, que já não tenho acesso nem o hábito, para encontrar a tal frase essencial: “Mandar obedecendo o futuro.” Curiosamente não encontrei a frase exata, mas do pouco que ainda disponho de referência exata, vale esse belo texto sobre isso com os destaques que habitualmente fiz, o que me levou a referencia cruzada:
Comitê Clandestino Revolucionário Indígena Comandância Geral (CCRI CG) do EZLN, 1 de março de 1994:
“Em nossos sonhos temos contemplado um outro mundo. Um mundo verdadeiro, um mundo definitivamente mais justo daquele no qual vivemos agora. Vimos que neste mundo os exércitos não eram mais necessários, que a paz, a justiça e a liberdade eram tão comuns que já não se falavam delas como coisas distantes; do mesmo modo, as coisas boas deste mundo eram mencionadas como quem fala do pão, dos pássaros, do ar, da água, como quem diz livro e voz. Neste mundo, o governo da maioria era razão e vontade; os que mandavam eram pessoas de bons pensamentos; mandavam OBEDECENDO. Este mundo verdadeiro não era um sonho do passado, não era algo que vinha de nossos antepassados. Vinha do FUTURO, pertencia ao passo seguinte que dávamos. Foi assim que começamos a caminhar para fazer com que este sonho se sentasse à nossa mesa, iluminasse a nossa casa, crescesse em nossas plantações, enchesse o coração de nossos filhos, limpasse nosso suor, sanasse nossa história e se tornasse realidade para todos. É isso que queremos. Nada mais, mas também nada menos.”
Quer dizer, em alguma dimensão, certas coisas não serão mais necessárias, bem como outras serão naturais. É uma espécie de manifestação de princípios, ou mesmo um ataque de senilidade deletério. Mas se for falar a verdade, alguma coisa sempre subjaz, e cada vez mais, a aquilo que vemos e discutimos. E claramente o futuro vai um pouco além de um padrão de tomadas, que nenhum de nós ainda lida muito bem. Como quando todos nós nos discutimos ainda em primeira pessoa, até nos telejornais.
@CoexistenceLaw
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