Novos Atores

Novos Atores

Murilo Jambeiro de Oliveira

Brasil, 29 de dezembro de 2024.

A sensação mais constante dos tempos atuais é de estarmos nós todos no mundo em guerra total declarada, e nessa situação temos que evitar o fratricídio, ou seja a luta de irmãos de pátria contra irmãos de pátria. Por exemplo, tendo o Brasil um saldo positivo na balança comercial, uma entrada maior de dólares do que saída, e mais que isso, tendo as contas públicas em ordem, é chamado agora a pagar mais juros para o investidor internacional. Opostamente do movimento de baixa de juros em todo mundo, a exigência para os brasileiros é sustentar o rentismo internacional.

Não se vão tanto anos, que eu já não fosse minimamente atento a economia nacional, que havia o “Overnight” havia uma aplicação financeira que só acessava pessoas com um determinado poder aquisitivo, que rendia juros de um dia para o outro, durante um período de hiperinflação. Mas nessa idade não observava como hoje como uma série de eventos trágicos se encadeiam, especialmente numa situação de guerra total, e partidarização dos atores.

E é esse ponto que a essa altura dos fatos eu acredito que tenha sido, e talvez ainda seja, um erro, a partidarização dos atores. Evidente que é e foi difícil nesse período ignorar o que está acontecendo na Terra Santa, evidente que se ouviu falar muito da questão da Ucrânia, mas há uma janela de oportunidade em algumas partes do mundo com a mudança de atores políticos, antes de um maior agravamento de hostilidades. Como a chegada dos Trabalhista ao governo do Reino Unido novamente, a chegada de Donald Trump a Presidência dos Estados Unidos da América, o novo Primeiro-Ministro da França, e as eleições na Alemanha, entre fatos mais relevantes, em relação a novos atores políticos, e novas possibilidades.

Muitas vezes isso, a oportunidade do aparecimento de novos atores políticos, gera um ambiente favorável para outros alinhamentos em politica internacional, que não resultem em uma sucessão de tragédias inexplicáveis. E especialmente, mais boa vontade de uns com os outros. O Brasil por exemplo pode, politicamente, fazer opções mais decantadas, mas na prática vive há algum tempo um amplo leque de relações internacionais, que sempre lhe conferiu uma determinada autoridade moral no cenário internacional, capaz de pairar acima do bem e do mal. Não deve desprezar isso.

Meus votos de fim de ano são que esses novos atores, como no Reino Unido, nos Estados Unidos, na França, ou na Alemanha. sejam novas alternativas, novas vias, novas diretrizes, e novas estratégias, para esse lado do mundo, para as democracias pujantes que são assim como o Brasil. Se tomar de pessimismo uma hora dessas é um erro, antes cada um deve dar sua contribuição na medida de suas possibilidades, para que todos novos atores sejam felizes para com o futuro da humanidade, nesse momento intrincado, de constantes hostilidades espraiadas por todo mundo.

Ainda me lembro de mamãe dizer, que ela que nasceu 1946 não notou guerra alguma, já Vovó que nasceu em 1922 contava da escassez de gasolina a certa idade, do abandono do sobradão de meu bisavô, e de fato a guerra fria durante muito tempo só atingiu um determinado tipo de problema, o endividamento internacional do Brasil nos anos 80, que gerou muita pobreza, mas não se sentiam hostilidades, talvez fatalidades, tão espraiadas por toda parte. E quanto a esse tipo de gestão dos recursos públicos capaz de evitar o aumento da pobreza, e o endividamento nacional, o Brasil desde os anos 80 até aqui, reuniu muito conhecimento, e colocou muita ordem na casa.

@CoexistenceLaw

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Murilo

Murilo Oliveira is a Brazilian lawyer, the themes proposed here are of variety, without political or religious purposes, as for all those who hold the angelic culture in great esteem. Visit: https://www.flickr.com/photos/198793615@N08

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