Murilo Oliveira
Brasil, 11 de agosto de 2024.
É bastante curioso como as habilidades específicas de meninos e meninas se manifestam logo cedo. Uma das minhas primeiras lembranças de me dedicar detidamente ao noticiário internacional, data da primeira infância, realmente em tenra idade, quando estando junto de uma prima muito querida, ela me questionava sobre suas diminutas, obviamente de acordo com idade de ambos, roupas íntimas. E eu, detido já desde 5 ou 6 anos de idade as notícias que a imprensa brasileira da época repercutiam sobre a Guerrilha Sandinista na Nicarágua, a respondo com muita ironia já naquela idade: “Isso aí deve ser a Nicarágua da Manágua que a Vovó usa!” Uma alusão invertida entre esse país e sua capital, e a pequenina roupa íntima de minha prima de mesma idade, e a enorme anágua usada pela Vovó.
O que quero dizer com isso é que as habilidades específicas entre alguns meninos e algumas meninas já estão claramente manifestas desde nossas tenras idades. Eu passaria certamente toda vida tentando compreender o papel desse país na política internacional, como até os dias de hoje considero relevante.
Diria até mais que isso, não me chega a ser suficiente até os dias de hoje ter acompanhado o noticiário internacional desde os 5 ou 6 anos de idade sobre a Nicarágua. A despeito de ser Católico Apostólico Romano, isso nunca chegou a influenciar meu julgamento desse povo em questão, ficando sempre divido entre a prima querida e a Vovó.
Muito pelo contrário, sempre, em todos os lugares que estive esse julgamento sempre foi muito difícil, como por exemplo na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, onde estudei Ciências Políticas, e sempre ouvi que um dos momentos culminantes da relação da Comunidade com a Igreja Católica foi a chegada que alguns Padres vindos da Nicarágua para palestrar naquele Teatro da Universidade Católica nos idos dos anos 70, em trajes de guerrilheiros. Não se resumiria a isso, no tempo que passei como funcionário da Cinemateca Brasileira, de todo o acervo de imagens em papel que ali existe, sempre fui lembrado como curioso arquivista que talvez algumas das grandes preciosidades que ali existiam eram precisamente registros da Guerrilha Sandinista.
Recentemente soube da crise diplomática entre Brasil e Nicarágua, em um momento intrincado da diplomacia da Santa Sé, que vem pedindo o intermédio do Presidente Lula, como de resto, me alegrou muito quando recebeu o Presidente Miguel, de Cuba, no Vaticano. Agraciado com uma folha de Oliveira, pelo Papa Francisco, que eu considero uma das mais belas honrarias vaticanas, que registrei em importante carta em certa ocasião as Irmãs Dominicanas Internacionais de Roma, quando manifesto solidariedade e envio minha contribuição financeira através das mesmas, para famílias Cristãs de Belém, na Terra Santa, e concluo por citar um trecho no Genesis que lembra da esperança trazida a Noé pela folha da Oliveira.
Mais que isso, como tabagista até os dias de hoje, inevitável falar sobre isso, nunca me furtei a preferir tanto produtos cubanos como nicaraguenses, o que também até os dias de hoje não elucida totalmente esse tipo de questão, mas como já lembrei aqui em artigo da “The Cigar Life” foi em algum momento marca de alguns homens dedicados a compreender a política mundial. Onde eu até já expliquei para minha pneumologista em certa ocasião, que o aumento do consumo de cigarro eletrônico nos dias de hoje, não deve ser bem aceito, uma vez que como explico para a mesma, o consumo concomitante de muita umidade junto do hábito tabagista coloca até mesmo fumantes inveterados e habituais como eu, em permanente emergência médica. Mas isso é apenas um detalhe, do permanente estado de atenção que algumas vocações nos exigem, onde por exemplo, nem mesmo o menor consumo de alcool eu cultivo entre meus hábitos há mais de 15 anos.
@CoexistenceLaw
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