Murilo Oliveira
Brasil, 14 de maio de 2024.
Ontem no GloboNews Mais, Julia e Octavio diziam que a crise climática no Rio Grande do Sul exige um Pedro Parente, no sentido de alguém competente e sem pretenções eleitorais. No mesmo ato fui tomado por lembranças de um momento curioso da vida, quando estava sentado no Hamburguinho na Avenida Angelica assistindo com bastante atenção o primeiro pronunciamento de Pedro Parente sobre a crise energética de então.
Fato que me remete em geral a pensar por exemplo sobre Alan Greenspan em certas ocasiões, como uma figura de pronunciamentos mais míticos, se posso chamar assim, bastante ambíguos era o que me pareciam naquela infância de expectador realmente contumaz da politica nacional.
Recentemente me dediquei um pouco a compreender o período de Paul Volcker, que chamo de surdo nesse Blog, e havia ao tempo dos fatos me proposto a uma reflexão sobre a política emissionária de Ben Bernanke. Mas na seara do enigmático, que pouco tem a ver com questões climáticas, me recorre realmente o Sr. Greenspan, que aliás conforme vejo aqui, ainda é vivo, e ocupa cargo honorário sem vencimentos no tesouro britânico.
Outro dia, dizia para Mônika Batista, por ocasião de ter publicado um “Clipping” nesse Blog, que uma nobre educação começa nos tornando preguiçosos, logo estamos lerdos, a seguir nos damos conta que estamos burros, para afinal ficarmos surdos. Ainda que sejamos acusados ocasialmente de surdez já ali pela adolescência, mas mais que uma constatação, é uma condenação. Onde certamente, por “incresça que parível” o idioma português é muito rico, quando por exemplo chamamos algo de “absurdo”. Quer dizer que já estamos surdos do A e do B. Fernando Gabeira, por exemplo, me parece um caso emblemático de alguém que já está surdo até do C.
@CoexistenceLaw
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