{"id":874,"date":"2023-10-26T21:01:58","date_gmt":"2023-10-27T00:01:58","guid":{"rendered":"https:\/\/coexistencelaw.org\/?p=874"},"modified":"2023-10-26T21:27:22","modified_gmt":"2023-10-27T00:27:22","slug":"ficcoes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/coexistencelaw.org\/?p=874","title":{"rendered":"Fic\u00e7\u00f5es"},"content":{"rendered":"\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>Murilo Oliveira<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>Brasil, 26 de outubro de 2023.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>Eu tenho um gosto particular por contos, e at\u00e9 novelas como as que Machado de Assis publicava em jornais de sua \u00e9poca, que eram recomendadas nas escolas gera\u00e7\u00f5es atr\u00e1s, n\u00e3o exatamente os t\u00edtulos populares do vestibular, mas tais como &#8220;Helena&#8221; ou &#8220;Casa Velha&#8221;. Mas entre os contistas, talvez que tenha despertado meu gosto pelos mesmos tamb\u00e9m fosse um escritor de jornal, Carlos Heitor Cony.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>Iria na \u00e9poca do colegial mesmo, tomar contato com os contos de Salman Rushdie, como &#8220;Oriente, Ocidente&#8221;, saborosos realmente. Mas meu preferido talvez seja um que me lembro e gosto de narrar toda a vida, que li talvez no meio da minha primeira gradua\u00e7\u00e3o. Se chama &#8220;As Ruinas Circulares&#8221; de Jorge Luis Borges.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>Eu vou colar o conto, porque nisso reside esse grande prazer, eles serem curtos, e nesse caso encontrei uma tradu\u00e7\u00e3o de f\u00e1cil acesso para colar na internet, mas como h\u00e1 pequenas diverg\u00eancias de tradu\u00e7\u00e3o para a c\u00f3pia que tenho em m\u00e3os de &#8220;Fic\u00e7\u00f5es&#8221;, no final, colo tamb\u00e9m um link onde existe o texto scaneado, fidedigno como o que tenho em m\u00e3os. S\u00e3o diferen\u00e7as singelas, que n\u00e3o comprometem o sentido do todo, e certamente preservam o prazer da leitura bem acess\u00edvel&#8230;<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>As Ru\u00ednas Circulares<\/p>\n\n\n\n<p>Jorge Luis Borges<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>And if he left off dreaming about you&#8230;<\/p>\n\n\n\n<p>Through the Looking-Glass, VI<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>Ningu\u00e9m o viu desembarcar na un\u00e2nime noite, ningu\u00e9m viu a canoa de bambu sumindo-se no lodo sagrado, mas em poucos dias ningu\u00e9m ignorava que o homem taciturno vinha do Sul e que sua p\u00e1tria era uma das infinitas aldeias que est\u00e3o \u00e1guas acima, no flanco violento da montanha, onde o idioma zenda n\u00e3o se contaminou de grego e onde \u00e9 infreq\u00fcente a lepra. O certo \u00e9 que o homem cinza beijou o lodo, subiu as encostas da ribeira sem afastar (provavelmente, sem sentir) as espadanas que lhe dilaceravam as carnes e se arrastou, mareado e ensang\u00fcentado, at\u00e9 o recinto circular que coroa um tigre ou cavalo de pedra, que teve certa vez a cor do fogo e agora a da cinza. Esse c\u00edrculo \u00e9 um templo que os inc\u00eandios antigos devoraram, que a selva pal\u00fadica profanou e cujo deus n\u00e3o recebe honra dos homens. O forasteiro estendeu-se sob o pedestal. O sol alto o despertou. Comprovou sem assombro que as feridas cicatrizaram; fechou os olhos p\u00e1lidos e dormiu, n\u00e3o por fraqueza da carne, mas por determina\u00e7\u00e3o da vontade. Sabia que esse templo era o lugar que seu invenc\u00edvel prop\u00f3sito postulava; sabia que as \u00e1rvores incessantes n\u00e3o conseguiram estrangular, rio abaixo, as ru\u00ednas de outro templo prop\u00edcio, tamb\u00e9m de deuses incendiados e mortos; sabia que sua imediata obriga\u00e7\u00e3o era o sonho. Por volta da meia-noite, despertou-o o grito inconsol\u00e1vel de um p\u00e1ssaro. Rastros de p\u00e9s descal\u00e7os, alguns figos e um c\u00e2ntaro advertiram-no de que os homens da regi\u00e3o haviam espiado respeitosos seu sonho e solicitavam-lhe o cuidado ou temiam-lhe a m\u00e1gica. Sentiu o frio do medo e na muralha dilapidada buscou um nicho sepulcral e se tapou com folhas desconhecidas.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>O objetivo que o guiava n\u00e3o era imposs\u00edvel, ainda que sobrenatural. Queria sonhar um homem: queria sonh\u00e1-lo com integridade minuciosa e imp\u00f4-lo \u00e0 realidade. Esse projeto m\u00e1gico esgotara o inteiro espa\u00e7o de sua alma; se algu\u00e9m lhe perguntasse o pr\u00f3prio nome ou qualquer tra\u00e7o de sua vida anterior, n\u00e3o teria acertado na resposta. Convinha-lhe o templo inabitado e derru\u00eddo, porque era um m\u00ednimo de mundo vis\u00edvel; a vizinhan\u00e7a dos lavradores tamb\u00e9m, porque estes se encarregam de suprir suas necessidades frugais. O arroz e as frutas de seu tributo eram p\u00e1bulo suficiente para seu corpo, consagrado \u00e0 \u00fanica tarefa de dormir e sonhar. No come\u00e7o, eram ca\u00f3ticos os sonhos; pouco depois, foram de natureza dial\u00e9tica. O forasteiro sonhava-se no centro de um anfiteatro circular que era de certo modo o templo incendiado: nuvens de alunos taciturnos fatigavam os degraus; os rostos dos \u00faltimos pendiam h\u00e1 muitos s\u00e9culos de dist\u00e2ncia e a uma altura estelar, mas eram absolutamente precisos. O homem ditava-lhes li\u00e7\u00f5es de Anatomia, de Cosmografia, de magia: as fisionomias concentravam-se \u00e1vidas e procuravam responder com entendimento, como se adivinhassem a import\u00e2ncia daquele exame, que redimiria em cada um a condi\u00e7\u00e3o de v\u00e3 apar\u00eancia e o interpolaria no mundo real. O homem, no sonho e na vig\u00edlia, considerava as respostas de seus fantasmas, n\u00e3o se deixava iludir pelos impostores, previa em certas perplexidades uma intelig\u00eancia crescente. Buscava uma alma que merecesse participar no universo.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>Depois de nove ou dez noites, compreendeu, com alguma amargura, que n\u00e3o podia esperar nada daqueles alunos que passivamente aceitavam sua doutrina e sim daqueles que arriscavam, \u00e0s vezes, uma contradi\u00e7\u00e3o razo\u00e1vel. Os primeiros, embora dignos de amor e afei\u00e7\u00e3o, n\u00e3o podiam ascender a indiv\u00edduos; os \u00faltimos preexistiam um pouco mais. Uma tarde (agora tamb\u00e9m as tardes eram tribut\u00e1rias do sonho, agora velava apenas um par de horas no amanhecer) licenciou para sempre o vasto col\u00e9gio ilus\u00f3rio e ficou com um s\u00f3 aluno. Era um rapaz taciturno, citrino, ind\u00f3cil \u00e0s vezes, de fei\u00e7\u00f5es afiladas repetindo as de seu sonhador. A brusca elimina\u00e7\u00e3o de seus condisc\u00edpulos n\u00e3o o desconcertou por muito tempo; seu progresso, no fim de poucas li\u00e7\u00f5es particulares, p\u00f4de maravilhar o mestre. N\u00e3o obstante, sobreveio a cat\u00e1strofe. O homem, um dia, emergiu do sono como de um deserto viscoso, olhou a luz v\u00e3 da tarde que, \u00e0 primeira vista, confundiu com a aurora e compreendeu que n\u00e3o sonhara. Toda essa noite e todo o dia, contra ele se abateu a intoler\u00e1vel lucidez da ins\u00f4nia. Quis explorar a selva, extenuar-se; somente alcan\u00e7ou entre a cicuta aragens de sonho d\u00e9bil, listradas fugazmente de vis\u00f5es do tipo rudimentar: inaproveit\u00e1veis. Quis congregar o col\u00e9gio e apenas havia articular algumas breves palavras de exorta\u00e7\u00e3o, este se deformou, se apagou. Na quase perp\u00e9tua vig\u00edlia, l\u00e1grimas de ira queimavam-lhe os velhos olhos. Compreendeu que o empenho de modelar a mat\u00e9ria incoerente e vertiginosa de que se comp\u00f5em os sonhos \u00e9 o mais \u00e1rduo que pode empreender um homem, ainda que penetre todos os enigmas da ordem superior e da inferior: muito mais \u00e1rduo que tecer uma corda de areia ou amoedar o vento sem ef\u00edgie.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>Compreendeu que um fracasso inicial era inevit\u00e1vel. Prometeu esquecer a enorme alucina\u00e7\u00e3o que no come\u00e7o o desviara e buscou outro m\u00e9todo de trabalho. Antes de exercit\u00e1-lo, dedicou um m\u00eas \u00e0 recupera\u00e7\u00e3o das for\u00e7as que o del\u00edrio havia exaurido. Abandonou toda premedita\u00e7\u00e3o de sonhar e quase imediatamente conseguiu dormir uma razo\u00e1vel parte do dia. As raras vezes que sonhou, durante esse per\u00edodo, n\u00e3o reparou nos sonhos. Para reatar a tarefa, esperou que o disco da lua fosse perfeito. Logo, \u00e0 tarde, purificou-se nas \u00e1guas do rio, adorou os deuses planet\u00e1rio, pronunciou as s\u00edlabas l\u00edcitas de um nome poderoso e dormiu. Quase subitamente, sonhou com um cora\u00e7\u00e3o que pulsava. Sonhou-o ativo, caloroso, secreto, do tamanho de um punho fechado, cor gren\u00e1 na penumbra de um corpo humano, ainda sem rosto ou sexo; com minucioso amor sonhouo, durante quatorze l\u00facidas noites. Cada noite, percebia-o com maior evid\u00eancia. N\u00e3o o tocava: limitava-se a testemunh\u00e1-lo, observ\u00e1-lo, talvez corrigi-lo com o olhar. Percebiao, vivia-o, de muitas dist\u00e2ncias e \u00e2ngulos. Na d\u00e9cima quarta noite, ro\u00e7ou a art\u00e9ria pulmonar com o indicador e ap\u00f3s todo o cora\u00e7\u00e3o, por fora e por dentro. O exame o satisfez. Deliberadamente n\u00e3o sonhou durante uma noite: logo retomou o cora\u00e7\u00e3o, invocou o nome de um planeta e empreendeu a vis\u00e3o de outro dos \u00f3rg\u00e3os principais. Antes de um ano chegou ao esqueleto, \u00e0s p\u00e1lpebras. O p\u00ealo inumer\u00e1vel foi talvez a mais dif\u00edcil tarefa. Sonhou um homem inteiro, um mo\u00e7o, mas este n\u00e3o se incorporava nem falava, nem podia abrir os olhos. Noite ap\u00f3s noite, o homem sonhava-o adormecido.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>Nas cosmogonias gn\u00f3sticas, os demiurgos amassam um vermelho Ad\u00e3o que n\u00e3o consegue p\u00f4r-se de p\u00e9; t\u00e3o in\u00e1bil e tosco e elementar como esse Ad\u00e3o de p\u00f3 era o Ad\u00e3o de sonho que as noites do mago tinham fabricado. Uma tarde, o homem quase destruiu toda a sua obra, mas se arrependeu. (Mais lhe teria valido destru\u00ed-la.) Esgotados os votos aos numes da terra e do rio, arrojou-se aos p\u00e9s da ef\u00edgie que talvez fosse um tigre e talvez um potro, e implorou seu desconhecido socorro. Nesse crep\u00fasculo, sonhou com a est\u00e1tua. Sonhou-a viva, tr\u00eamula: n\u00e3o era um atroz bastardo de tigre e potro, mas simultaneamente essas duas criaturas veementes e tamb\u00e9m um touro, uma rosa, uma tempestade. Esse m\u00faltiplo deus revelou-lhe que seu nome terrenal era Fogo, que nesse templo circular (e noutros iguais) prestavam-lhe sacrif\u00edcios e culto e que magicamente animaria o fantasma sonhado, de tal sorte que todas as criaturas, exceto o pr\u00f3prio Fogo e o sonhador, julgassem-no um homem de carne e osso. Ordenou-lhe que uma vez instru\u00eddo nos ritos, remetesse-o ao outro templo derru\u00eddo, cujas pir\u00e2mides persistem \u00e1guas abaixo, para que alguma voz o glorificasse naquele edif\u00edcio deserto. No sonho do homem que sonhava, o sonhado despertou.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>O mago executou essas ordens. Consagrou um prazo (que finalmente abrangeu dois anos) para desvendar-lhe os arcanos do universo e do culto do fogo. Intimamente, do\u00edalhe separar-se dele. Com o pretexto da necessidade pedag\u00f3gica, dilatava diariamente as horas dedicadas ao sonho. Tamb\u00e9m refez o ombro direito, talvez deficiente. \u00c0s vezes, inquietava-o uma impress\u00e3o de que tudo isso havia acontecido&#8230; Em geral, eram-lhe felizes os dias; ao fechar os olhos pensava: Agora estarei com meu filho. Ou, mais raramente: O filho que gerei me espera e n\u00e3o existir\u00e1 se eu n\u00e3o for.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>Gradualmente, habituou-o \u00e0 realidade. Uma vez determinou-lhe que embandeirasse um cume long\u00ednquo. No outro dia, flamejava a bandeira no cimo. Esbo\u00e7ou outras experi\u00eancias an\u00e1logas, cada vez mais audazes. Compreendeu com certo desgosto que seu filho estava pronto para nascer \u2013 e talvez impaciente. Nessa noite beijou-o pela primeira vez e enviou-o ao outro templo cujos despojos branqueiam rio abaixo, a muitas l\u00e9guas de inextric\u00e1vel selva e p\u00e2ntano. Antes (para que nunca soubesse que era um fantasma, para que se acreditasse um homem como os outros) infundiu-lhe o esquecimento total de seus anos de aprendiz. Sua vit\u00f3ria e sua paz ficaram embaciadas de fastio. Nos crep\u00fasculos do entardecer e da alba, prostrava-se diante da figura de pedra, talvez imaginando que seu filho irreal praticasse id\u00eanticos ritos, noutras ru\u00ednas circulares, \u00e1guas abaixo; de noite, n\u00e3o sonhava, ou sonhava como fazem todos os homens. Percebia com certa palidez os sons e formas do universo: o filho ausente se nutria dessas diminui\u00e7\u00f5es de alma. O prop\u00f3sito de sua vida fora atingido; o homem persistiu numa esp\u00e9cie de \u00eaxtase. No fim de um tempo que certos narradores de sua hist\u00f3ria preferem computar em anos e outros em lustros, dois remadores o despertaram, \u00e0 meia-noite: n\u00e3o p\u00f4de ver seus rostos, mas lhe falaram de um homem m\u00e1gico, num templo do Norte, capaz de tocar o fogo e n\u00e3o queimar-se. O mago recordou que de todas as criaturas que constituem o orbe, o fogo era o \u00fanico que sabia ser seu filho um fantasma. Essa lembran\u00e7a, apaziguadora no princ\u00edpio, acabou por atorment\u00e1-lo. Temeu que seu filho meditasse nesse privil\u00e9gio anormal e descobrisse de alguma maneira sua condi\u00e7\u00e3o de mero simulacro. N\u00e3o ser um homem, ser a proje\u00e7\u00e3o do sonho de outro homem, que humilha\u00e7\u00e3o incompar\u00e1vel, que vertigem! A todo pai interessam os filhos que procriou (que permitiu) numa simples confus\u00e3o ou felicidade; \u00e9 natural que o mago temesse pelo futuro daquele filho, pensado entranha por entranha e tra\u00e7o por tra\u00e7o, em mil e uma noites secretas. <\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>O final de suas cavila\u00e7\u00f5es foi brusco, mas o anunciaram alguns sinais. Primeiro (no t\u00e9rmino de uma longa seca) uma remota nuvem numa colina, leve como um p\u00e1ssaro; logo, para o Sul, o c\u00e9u que tinha a cor rosa da gengiva dos leopardos; depois as fumaradas que enferrujam o metal das noites; depois a fuga p\u00e2nica das bestas. Porque se repetiu o acontecido faz muitos s\u00e9culos. As ru\u00ednas do santu\u00e1rio do deus do fogo foram destru\u00eddas pelo fogo. Numa alvorada sem p\u00e1ssaros, o mago viu cingir-se contra os muros o inc\u00eandio conc\u00eantrico. Por um instante, pensou refugiar-se nas \u00e1guas, mas em seguida compreendeu que a morte vinha coroar sua velhice e absolv\u00ea-lo dos trabalhos. Caminhou contra as l\u00ednguas de fogo. Estas n\u00e3o morderam sua carne, estas o acariciaram e o inundaram sem calor e sem combust\u00e3o. Com al\u00edvio, com humilha\u00e7\u00e3o, com terror, compreendeu que ele tamb\u00e9m era uma apar\u00eancia, que outro o estava sonhando.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>O link prometido \u00e9: <\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/edisciplinas.usp.br\/pluginfile.php\/4850569\/mod_resource\/content\/1\/Borges%20As%20ru%C3%ADnas%20circulares.pdf\">https:\/\/edisciplinas.usp.br\/pluginfile.php\/4850569\/mod_resource\/content\/1\/Borges%20As%20ru%C3%ADnas%20circulares.pdf<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>@CoexistenceLaw  <\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Murilo Oliveira Brasil, 26 de outubro de 2023. 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