{"id":316,"date":"2022-04-29T21:59:57","date_gmt":"2022-04-30T00:59:57","guid":{"rendered":"https:\/\/coexistencelaw.org\/?p=316"},"modified":"2022-05-09T03:26:51","modified_gmt":"2022-05-09T06:26:51","slug":"antonimos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/coexistencelaw.org\/?p=316","title":{"rendered":"Ant\u00f4nimos"},"content":{"rendered":"\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>Murilo Oliveira<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>Brasil, 29 de abril de 2022.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>Por onde eu come\u00e7o? Para contar a hist\u00f3ria de como um grande amor pode ser. A doce hist\u00f3ria de amor que \u00e9 mais antigo do que o mar. A simples verdade sobre o amor que ele traz para mim. Por onde eu come\u00e7o?<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>Eu queria come\u00e7ar dizendo que em tempos de guerra total como no fundo o conjunto da obra me parece hoje, ensaia-se a exist\u00eancia de dois lados. N\u00e3o existem. Vistos do Brasil, talvez sejam apenas ant\u00f4nimos na praxe diplom\u00e1tica de certo tanto da caminhada. Eu fa\u00e7o elucubra\u00e7\u00f5es, n\u00e3o chego a ter um lado.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>Talvez deva come\u00e7ar pela l\u00f3gica que me desassiste. A sinergia comercial. Existe para o Brasil forte sinergia comercial com o que j\u00e1 nos acostumamos a chamar de BRICS, Brasil, R\u00fassia, \u00cdndia, China, e Africa do Sul. Esse bloco, e talvez tanto aqui como outros tantos pa\u00edses que n\u00e3o fazem parte do Tratado do Atl\u00e2ntico Norte, e observem bem, n\u00e3o quero contrapor esse bloco a essa alian\u00e7a militar porque n\u00e3o faria sentido nenhum at\u00e9 onde chegamos e estamos. Por isso mesmo falo dos BRICS em rela\u00e7\u00e3o a muitos outros pa\u00edses n\u00e3o exatamente alinhados de forma clara, tem aqui no Hemisf\u00e9rio Sul grande sinergia comercial.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>Mas sinergia comercial ainda \u00e9 para alguns mais para outros menos, identidades culturais. Esse para mim \u00e9 o aspecto mais interessante. Dizia eu h\u00e1 pouco no jantar, um Argentino \u00e9 um Argentino em qualquer parte do mundo, e eles s\u00e3o meio parecidos, at\u00e9 nos micos que pagam por a\u00ed. Mas um Brasileiro n\u00e3o chega a ser uma defini\u00e7\u00e3o consistente de uma mesma coisa de norte a sul, de leste a oeste do pa\u00eds. A diversidade \u00e9 imensa. Talvez como certa vez Maradona ordenou a Pel\u00e9, dev\u00eassemos n\u00f3s enfiar uma chuteira na boca, somos em geral falastr\u00f5es, n\u00e3o t\u00e3o fanfarr\u00f5es, a fanfarra aqui n\u00e3o repousou mas d\u00e1 expediente.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>E \u00e9 do meu pr\u00f3prio expediente ant\u00f4nimo que quero falar, nem sempre com a intimidade que gostaria, mas diziam certas meninas letradas, talvez do curso de letras, n\u00e3o me lembro muito bem, diziam que me pare\u00e7o com Antonio Gramsci. E por isso fui algumas vezes a sua obra. Na realidade tenho leitura muito particular de algumas coisas que esse grande fil\u00f3sofo italiano escreveu.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>A principal delas \u00e9 o conceito de &#8220;Hegemonia Cultural&#8221;. No meu modo de entender muito pr\u00f3prio em rela\u00e7\u00e3o as minhas poucas incurs\u00f5es mais detidas por sua obra, hegemonia cultural deveria ser algo fruto de uma leitura a mais pragm\u00e1tica quanto poss\u00edvel. E esse \u00e9 meu ponto de inflex\u00e3o sobre os ant\u00f4nimos do mundo hoje.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>De tudo a Am\u00e9rica do Norte e a Europa Ocidental fomos afeitos em quase todas as classes no Brasil, em termos culturais, de consumo cultural, forma\u00e7\u00e3o acad\u00eamia, pensamento reinante, h\u00e1bitos de interc\u00e2mbio cultural os mais sens\u00edveis nas mais variadas camadas socioecon\u00f4micas do pa\u00eds. Eu j\u00e1 nem gosto de me fazer a minha pergunta habitual: fa\u00e7a as contas de quantos filmes de Hollywood voc\u00ea assistiu e quantos filmes de Bollywood (na \u00cdndia) voc\u00ea assistiu. Chega a me incomodar quantos bons filmes devo ter perdido.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>Ent\u00e3o, assim de passagem, queria dizer que estamos apenas no come\u00e7o.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-1 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex\">\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"288\" height=\"408\" data-id=\"342\" src=\"https:\/\/coexistencelaw.org\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/Gramsci.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-342\" srcset=\"https:\/\/coexistencelaw.org\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/Gramsci.png 288w, https:\/\/coexistencelaw.org\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/Gramsci-212x300.png 212w\" sizes=\"(max-width: 288px) 100vw, 288px\" \/><\/figure>\n<\/figure>\n\n\n\n<p>Fran\u00e7ois Truffaut em &#8220;O Quarto Verde&#8221; (1978) colecionava fotos de seus \u00eddolos mortos, deixo essa de Antonio Gramsci que encontrei na Wikipedia. Parecido ou n\u00e3o, ocasionalmente \u00e9 uma dos \u00eddolos que me faz pensar em tantos outros como Truffaut.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>@CoexistenceLaw<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Murilo Oliveira Brasil, 29 de abril de 2022. Por onde eu come\u00e7o? Para contar a hist\u00f3ria de como um grande amor pode ser. A doce hist\u00f3ria de amor que \u00e9 mais antigo do que o mar. A simples verdade sobre o amor que ele traz para mim. Por onde eu come\u00e7o? 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