{"id":1820,"date":"2025-05-21T18:36:12","date_gmt":"2025-05-21T21:36:12","guid":{"rendered":"https:\/\/coexistencelaw.org\/?p=1820"},"modified":"2025-05-21T18:59:21","modified_gmt":"2025-05-21T21:59:21","slug":"eu-me-elucidei","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/coexistencelaw.org\/?p=1820","title":{"rendered":"Eu Me Elucidei"},"content":{"rendered":"\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>Murilo Jambeiro de Oliveira<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>Brasil, 21 de maio de 2025.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>Ao longo da vida, minha grande inspira\u00e7\u00e3o foi o Jornalismo. Eu me lembro que em princ\u00edpio, no ginasial, obtinha grandes notas tanto na disciplina de matem\u00e1tica como de reda\u00e7\u00e3o em portugu\u00eas. Custou um pouco para ser algu\u00e9m afeito as regras gramaticais do portugu\u00eas, mas j\u00e1 fazia boas reda\u00e7\u00f5es, e isso foi sendo posto a prova de um momento em diante, que estudando em um col\u00e9gio jesu\u00edta na Avenida Paulista, gostava de cabular aula e comprar jornais nas bancas da Avenida Paulista. E logo surge o habito dos seman\u00e1rios de not\u00edcia impressos. Em alguma medida era recomend\u00e1vel para o vestibular ler jornais impressos, especialmente seus editoriais e opinativos, para desenvolver o habito da reda\u00e7\u00e3o. E digo em alguma medida, porque logo passei a ler os jornais impressos inteiros al\u00e9m dos seman\u00e1rios impressos de not\u00edcia inteiros, ainda no segundo grau.<\/p>\n\n\n\n<p>E digo isso porque esse habito existe at\u00e9 hoje, mas se tornou um pouco in\u00f3spito o habito em rela\u00e7\u00e3o a acompanhar Bras\u00edlia. Eu sempre ouvi um coment\u00e1rio de que Bras\u00edlia constru\u00edda pelo presidente Juscelino Kubitschek tirando a Capital Federal do Rio de Janeiro, levou os assuntos nacionais a se distanciarem do pa\u00eds. Acredito ser uma verdade, mas mais que isso, acompanhar a vida legislativa do pa\u00eds \u00e9 em parte um of\u00edcio dif\u00edcil na medida que consiste no acompanhamento detido da negocia\u00e7\u00e3o de muitos interesses, nem sempre claros, nem sempre c\u00e9leres, h\u00e1 de fato um cansa\u00e7o quanto a isso. At\u00e9 para uma pessoa que acompanha a vida nacional nos jornais impressos, televisivos, e virtuais, muito e desde sempre.<\/p>\n\n\n\n<p>Por outro lado, e em geral sem poder escolher, em todos os meios os temas s\u00e3o quase sempre apresentados como um todo, como s\u00e3o, temas interligados, sou mais afeito aos jornais econ\u00f4micos e internacionais. O que n\u00e3o deixa de ter rela\u00e7\u00e3o com o todo do notici\u00e1rio, inclusive ou especialmente de Bras\u00edlia, mas \u00e9 minha prova que o Jornalismo assim com letra mai\u00fascula \u00e9 muito amplo. Dizia recentemente entre amigos no Facebook, leio muito pouca fofoca, e talvez menos ainda esportes. N\u00e3o \u00e9 falta de apre\u00e7o por tais assuntos, apenas estava refletindo que assuntos que gosto mais, como por exemplo troco um pouco ler fofocas do Big Brother Brasil pela leitura das fofocas da Cortes Reais de todo o mundo, e at\u00e9 a unanimidade nacional que \u00e9 futebol, pelo jud\u00f4 ou o hipismo, as duas coisas s\u00e3o um pouco reflexas de si pr\u00f3prio, eu gosto tanto mais de tratar de quest\u00f5es sociol\u00f3gicas da perspectiva familiar, como tenho uma preferencia absoluta por Jogos Ol\u00edmpicos do que por Copa do Mundo de Futebol, at\u00e9 sua simbologia, o que \u00e9 ser um pouco um p\u00fablico minorit\u00e1rio no Brasil em rela\u00e7\u00e3o ao interesse jornalistico. E a isso recebo cr\u00edticas at\u00e9, no Brasil a Monarquia j\u00e1 n\u00e3o rende tanta not\u00edcia, quando busco \u00eddolos no esporte, mesmo sem pratic\u00e1-los, pare\u00e7o talvez na condi\u00e7\u00e3o de escritor que venho a ser cada dia mais, uma esp\u00e9cie de met\u00e1fora das mesmas coisas, na mesma medida que as utilizo para minha escrita.<\/p>\n\n\n\n<p>Esse \u00e9 o dado curioso, formar um leitor, mesmo que de textos curtos jornal\u00edsticos nos bancos escolares, tem por inten\u00e7\u00e3o primeira, formar indiv\u00edduos escritores, ainda que de textos curtos. E \u00e9 o que veio me ocorrendo no idioma portugu\u00eas ao longo do tempo, um escritor at\u00e9 que capaz de textos curtos. E aqui entra a quest\u00e3o chave, que me custou muito ao longo da vida at\u00e9 esse tanto. Me custou por exemplo estudar longamente o processo de alfabetiza\u00e7\u00e3o de crian\u00e7as e adultos de departamento de educa\u00e7\u00e3o de uma das universidades que fiz como ouvinte muito interessado, tendo superado o estudo de diversos autores de pedagogia, nacionais e estrangeiros, at\u00e9 me dar conta que dificuldades marcantes dos meus primeiros dias de alfabetiza\u00e7\u00e3o s\u00e3o conhecidas por uma denomina\u00e7\u00e3o precisa, que regride ao longo da vida como eu posso constatar, embora nunca desapare\u00e7a, que \u00e9 a dislexia. Mesmo minha m\u00e3e at\u00e9 meu nascimento tendo lecionado alfabetiza\u00e7\u00e3o de crian\u00e7as, e me sendo providencial nesse intento, tenho certeza mesmo para ela eram como s\u00e3o at\u00e9 hoje curiosas quando chamadas assim: dislexia. Algo de que padeceu Leonardo Da Vinci e Albert Einstein, e de fato padeceram, Da Vinci passa anos incompreendido em uma masmorra, bem como Einstein \u00e9 tido por idiota boa parte da vida em um escrit\u00f3rio de patentes na Su\u00ed\u00e7a. Eu diria, era engra\u00e7ado por exemplo para mam\u00e3e que eu escrevesse tudo espelhado, de tr\u00e1s para diante, no processo de alfabetiza\u00e7\u00e3o na inf\u00e2ncia, a ponto de eu ter lembran\u00e7a n\u00edtida disso, mas n\u00e3o era uma condi\u00e7\u00e3o especial. Condi\u00e7\u00e3o essa que \u00e9 sabido regride ao longo da vida, esse \u00e9 o dado feliz, vou me tornar esse leitor e escritor que vos fala, ainda que nunca deixe de ser disl\u00e9xico. O quer dizer, que em um dia de muito cansa\u00e7o num escrit\u00f3rio de direito, aquilo que me dou conta que sempre me foi dif\u00edcil que \u00e9 fazer c\u00f3pias do quadro negro, aparece no que muito cansado ao copiar da capa de processos grandes sequencias num\u00e9ricas para uma tabela no computador, aparece como espelhamento involunt\u00e1rio, quando me dou conta copiei todos eles de tr\u00e1s para diante na tabela.<\/p>\n\n\n\n<p>Quer dizer, deixar de ser disl\u00e9xico voc\u00ea n\u00e3o deixa, mas a melhora \u00e9 impressionante ao longo da vida, a ponto de eu conseguir enfrentar a leitura se um enorme n\u00famero de autores de pedagogia e refletir sobre eles na minha vida, Piaget, Montessori, Vygotsky, Paulo Freire, ou Waldorf. E nisso, eu vou encontrar dislexia no meu pr\u00f3prio processo de alfabetiza\u00e7\u00e3o, bem como em certo sentido eu posso dizer que eu me soluciono. Esse \u00e9 o termo, eu me soluciono. Se por exemplo, em plena leitura de Paulo Freire eu vou me dar conta por exemplo da exist\u00eancia de diversos tipos de analfabetismo enquanto tentava alfabetizar adultos, um dado chave que s\u00f3 esse autor e o esfor\u00e7o pessoal de alfabetizar adultos vai me propiciar enquanto auto elucida\u00e7\u00e3o, a exist\u00eancia de diversos tipos de analfabetismo, por outro lado Jean Piaget, vai me dar o come\u00e7o da minha escrita ficcional, qual eu de fato, e agora sim, me soluciono. Qual seja o dado, Piaget quando define faixas et\u00e1rias com determinadas caracter\u00edsticas, vai falar de uma determinada fase minha vida, comum na sua pedagogia, chamada de &#8220;pensamento m\u00e1gico&#8221;. Digamos que &#8220;se solucionar&#8221; passar por compreender a tal fase de Piaget tanto quanto a pr\u00f3pria biografia e condi\u00e7\u00f5es ambientais da mesma \u00e9poca, isso &#8220;me soluciona&#8221; para mim pr\u00f3prio.<\/p>\n\n\n\n<p>E desse ponto em diante, do momento que &#8220;eu me solucionei&#8221; em diante, o amor ao jornalismo n\u00e3o passa, mas come\u00e7ou sempre a ensaiar a escrita de mais longo curso. Romancear hist\u00f3rias. Coisa que n\u00e3o fazia antes, mas depois de enfrentar tais textos mais longos e dif\u00edceis, al\u00e9m do esfor\u00e7o de clarear toda a minha biografia durante o per\u00edodo de alfabetiza\u00e7\u00e3o e os demais, me inspira a escrever sobre isso em forma de romance. Ou seja, um momento \u00edmpar da regress\u00e3o da dislexia, bem como uma vit\u00f3ria da auto-ajuda em sentido literal, que muitas vezes eu prefiro contar em sentido figurado. Como por exemplo, falar de um per\u00edodo de Piaget do &#8220;pensamento m\u00e1gico&#8221; conflituoso em minha biografia, certamente do casamento de meus pais, que minha m\u00e3e procurou mais ao longo da vida dizer sobre si e esse fato, do que sobre mim mesmo, dizendo que as coisas tem ciclos como o casamento e n\u00e3o exatamente eu pr\u00f3prio, eu comecei a tratar por uma fic\u00e7\u00e3o conhecida milenarmente que \u00e9 a dos &#8220;Reis Magos&#8221; uma vez que mam\u00e3e faz anivers\u00e1rio no dia 6 de janeiro, dia dos Reis Magos, e isso me cria uma perspectiva ficcional biogr\u00e1fica do que Piaget chama de &#8220;pensamento m\u00e1gico&#8221; e ruptura qualquer nesse per\u00edodo, quando o dia 6 de janeiro sempre foi a segunda maior festa da fam\u00edlia, anivers\u00e1rio de mam\u00e3e, depois apenas do natal. Mais que isso, vou at\u00e9 explorar fic\u00e7\u00f5es b\u00edblicas, porque como Da Vinci e Einstein em um per\u00edodo de reclus\u00e3o e grande incompreens\u00e3o, a leitura muito comum \u00e9 a b\u00edblia, e embora os Reis Magos n\u00e3o estejam l\u00e1, est\u00e3o por exemplo os Cavaleiros do Apocalipse. Embora por exemplo algum tipo de leitor mais jocoso tente impingir a uma fic\u00e7\u00e3o auto-biogr\u00e1fica t\u00e3o ampla, o jud\u00f4 e o hipismo na mesma chave de Cavalos do Apocalipse, o que n\u00e3o tem nada a ver, mas \u00e9 um tipo de leitor o qual eu n\u00e3o me livro j\u00e1 a essa altura da vida. O que nos meus muitos sofrimentos eu vou chamar de &#8220;leitor hiena&#8221;, qual seja, aquele que das minhas muitas leituras din\u00e2micas de tr\u00e1s para diante, extrai algum dado com que ele quer rolar de rir, e fazer atribui\u00e7\u00f5es impr\u00f3prias. Meu amigo Salman Rushdie sabe que n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o simples como dizer quem n\u00e3o gosta n\u00e3o leia, tem gente que n\u00e3o gosta e l\u00ea para criticar, e at\u00e9 mesmo para rolar de rir, te causando grande sofrimento.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas de sobremodo, o que queria dizer a essa altura dos fatos \u00e9: &#8220;Eu me elucidei&#8221;. Se ainda me exijo folego para transformar tudo em fic\u00e7\u00e3o capaz de entreter e ajudar o pr\u00f3ximo, talvez aqui nesse Blog seja outro assunto, ou outra ocasi\u00e3o. mas eu me elucidei. Tanto pelo esfor\u00e7o de ler, o editorial do jornal do dia que o fosse, desde muito cedo, me obrigando a tanto por conta pr\u00f3pria desde muito cedo, at\u00e9 ler o jornal todo, quanto indo at\u00e9 autores que me fossem intimamente \u00fateis, independente da minha forma\u00e7\u00e3o em Direito. E n\u00e3o tenho tantas pretens\u00f5es hoje, que distem do of\u00edcio jur\u00eddico, ou jornalistico, ou mesmo de autor de fic\u00e7\u00e3o, que tenha uma enorme alegria e prazer no dom\u00ednio das letras. Pois foi atrav\u00e9s delas e do esfor\u00e7o quanto as mesmas que eu vi minha dislexia regredir do tr\u00eas para o zero, bem como encontrar a precisa fratura biogr\u00e1fica que se fez a cola para ser um autor saud\u00e1vel e agrad\u00e1vel a todos no deleite de dados e detalhes, an\u00e1lises e met\u00e1foras.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>@CoexistenceLaw  <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Murilo Jambeiro de Oliveira Brasil, 21 de maio de 2025. Ao longo da vida, minha grande inspira\u00e7\u00e3o foi o Jornalismo. Eu me lembro que em princ\u00edpio, no ginasial, obtinha grandes notas tanto na disciplina de matem\u00e1tica como de reda\u00e7\u00e3o em portugu\u00eas. 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