{"id":1664,"date":"2025-03-11T19:39:29","date_gmt":"2025-03-11T22:39:29","guid":{"rendered":"https:\/\/coexistencelaw.org\/?p=1664"},"modified":"2025-03-11T20:43:48","modified_gmt":"2025-03-11T23:43:48","slug":"laicizacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/coexistencelaw.org\/?p=1664","title":{"rendered":"Laiciza\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>Murilo Jambeiro de Oliveira<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>Brasil, 11 de mar\u00e7o de 2025.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>Eu costumo dizer, at\u00e9 observando coisas completamente absurdas, tem dias que eu escrevo mais que outros e eu acredito que o motor de tal inspira\u00e7\u00e3o \u00e9 a quantidade de absurdos que vemos na tv, nas ag\u00eancias de not\u00edcias, ou nas redes sociais, mas eu costumo dizer que em alguma medida algo como fic\u00e7\u00e3o, ou se quiser chamar religi\u00e3o, nunca deixar\u00e1 de existir, no sentido de que quando a ci\u00eancia se depara com uma fronteira que lhe inspire d\u00favida ou medo, a criatividade vai agir cogitando fic\u00e7\u00f5es cientificas, ou crendices e religi\u00f5es. Tentativas de religar coisas desconectadas por essa d\u00favida ou esse medo. Repito, eu por exemplo imagino um pouco como fic\u00e7\u00e3o e mais que isso, at\u00e9 como acervos hist\u00f3ricos desse tipo de quest\u00e3o, duvidas e medos humanos.<\/p>\n\n\n\n<p>Vamos al\u00e9m, \u00e9 uma obriga\u00e7\u00e3o do Estado e do administrador p\u00fablico ser laico, no sentido de um pronunciamento de vit\u00f3ria protocolar que est\u00e1 ficando fora de moda, qual seja, governarei para todos, aqueles que votaram em mim e aqueles que n\u00e3o votaram em mim. Esse tipo de pronunciamento est\u00e1 desaparecendo do protocolo do primeiro pronunciamento de pol\u00edticos em geral, como uma esp\u00e9cie de contra-m\u00e3o muito louca. Ou melhor dito, pronunciamentos at\u00e9 que bem claros no sentido de que vou governar s\u00f3 para quem votou em mim. O movimento contr\u00e1rio a laiciza\u00e7\u00e3o \u00e9 muito mais forte do que a l\u00f3gica que o Estado venha a ser plenamente laico. At\u00e9 ontem por exemplo, o crime organizado no Brasil, n\u00e3o tinha cunho religioso, ou m\u00edstico, e isso \u00e9 de uma l\u00f3gica estrita que n\u00e3o seja, a religi\u00e3o no mais das vezes causa um processo expiat\u00f3rio, ou de arrependimento sob determinados preceitos, mas ainda assim, a fun\u00e7\u00e3o de controle social das religi\u00f5es conseguiu a esse limite de absurdo sobrepujar a expia\u00e7\u00e3o. Controle social, conformismo, medo, se tornaram os aspectos t\u00e3o mais importante e poderosos das religi\u00f5es, do que todos os outros que se pudesse inspirar, como as vezes me inspiram um dado hist\u00f3rico sobre essas coisas, uma pretensa \u00e9tica mais honesta.<\/p>\n\n\n\n<p>E enquanto tudo isso acontece no Ocidente, eu falo especificamente do Brasil, mas acontece em todo o Ocidente, isso \u00e9 largamente entendido como uma fragilidade desse lado do mundo pelo Oriente. Isso tem um modos operante preciso e com denomina\u00e7\u00e3o de origem, em boa parte, esse corol\u00e1rio religioso \u00e9 algo rid\u00edculo aos olhos dos chineses, por exemplo. N\u00e3o \u00e9 incomum, h\u00e1 mais penetra\u00e7\u00e3o desse orientalismo chin\u00eas, percept\u00edvel ou n\u00e3o, consciente ou n\u00e3o, em meios ditos anti-religiosos. Ou melhor dizendo explico, em alguma dimens\u00e3o de fatos o chin\u00eas \u00e9 algu\u00e9m que acredita que dever\u00edamos nos envergonhar de n\u00f3s mesmos no Ocidente. Seja por seu profundo controle social e obedi\u00eancia, seja porque esse foi um expediente do Ocidente contra por exemplo a China no que faz\u00edamos aqui um discurso de supostos paladinos defensores da liberdade e dos Direitos Humanos, contra todo o povo chin\u00eas, sem contudo que isso significasse de fato a pr\u00e1tica desses valores em todo o mundo, e concomitantemente a nos aproveitarmos da aus\u00eancia desses direitos e de todo o controle social chin\u00eas que l\u00e1 existe, para adquirir produtos os mais variados e fabricados com pre\u00e7os muito apraz\u00edveis ao Ocidente devido, novamente, a esse estrito controle social e a completa aus\u00eancia de Direitos Humanos, que s\u00f3 favorece e favoreceu o pr\u00f3prio Ocidente e n\u00e3o os chineses. Quer dizer, vai de barato para um chin\u00eas, que n\u00f3s nos envergonhemos de n\u00f3s mesmos, e cresce em alguns grupos de pessoas em descompasso hist\u00f3rico com por exemplo as religi\u00f5es, essa influ\u00eancia, de forma consciente ou inconsciente.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o bastasse isso, temos tamb\u00e9m oposto ao Ocidente, toda a cultura russa, que n\u00e3o \u00e9 nada desprez\u00edvel, como a cultura milenar chinesa nunca nos seja desprez\u00edvel, a cultura at\u00e9 que recente de povo russo, tem um valor para todo o mundo, e especialmente para Ocidente, \u00e9 t\u00e3o entranhada em toda a cultura do Ocidente, que age t\u00e3o bem entre n\u00f3s como talvez n\u00e3o tenhamos diagn\u00f3stico preciso. E em que sentido? Por exemplo sobre todo o conte\u00fado de Ci\u00eancias Humanas. H\u00e1 entre todos os russos um certo desprezo pelos sistemas pol\u00edticos Ocidentais. Novamente, uma briga de acusa\u00e7\u00f5es trocadas. Enquanto o tal discurso da liberdade disputou territ\u00f3rios em todo o mundo entre Estados Unidos da Am\u00e9rica e a Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica, depois a R\u00fassia, o discurso norte americano de liberdade, o que se mostrou \u00e9 que o desrespeito a autodetermina\u00e7\u00e3o dos povos era t\u00e3o grande, o desconhecimento por exemplo de bel\u00edssimas culturas do mundo \u00e1rabe, e a incapacidade completa de em se misturar a essas bel\u00edssimas culturas \u00e1rabes de as tornar mais livres, muito pelo contr\u00e1rio, as fez sanguin\u00e1rias e mal compreendidas, levou por exemplo o ant\u00edpoda dos Estados Unidos da Am\u00e9rica nesse processo de disputa de territ\u00f3rios t\u00e3o descrente na liberdade da Am\u00e9rica, quanto jocoso. Inclusive ou muito especialmente, do aspecto militar, que n\u00e3o chega a ser ningu\u00e9m melhor, e do aspecto pol\u00edtico, que \u00e9 um antagonista poderoso de solu\u00e7\u00f5es pol\u00edticas passageiras e ou circunstanciais. Como explicar isso? Novamente nossa critica habitual no Ocidente, contra um outro determinado povo sendo rebatida e invertida. O russo acredita piamente que nossas for\u00e7as militares s\u00e3o rid\u00edculas, esse \u00e9 um ponto, a farda Ocidental, norte americana, brasileira, ou qual for do Ocidente, n\u00e3o tem o respeito e o prest\u00edgio que um russo tributaria aos seus. Mais que isso, a cr\u00edtica habitual, aprendemos a chamar a R\u00fassia de hoje de ditadura, e isso lhes provoca risos, no sentido de que o constante processo eleitoral dos Estados Unidos da Am\u00e9rica, e do Brasil por exemplo, faz com que tenhamos habitualmente projetos descontinuados, desperd\u00edcio, falta de projeto e conhecimento de causa de nossos l\u00edderes. Ou seja, se o chin\u00eas acha que temos nos envergonhar de n\u00f3s mesmos, os russos acham que temos que nos envergonhar de nosso sistema pol\u00edtico.<\/p>\n\n\n\n<p>E eu falava a laiciza\u00e7\u00e3o, como quem diz, governarei para todos que votaram ou n\u00e3o em mim. E por que j\u00e1 n\u00e3o se diz isso? Porque hoje conforme dizia em outro artigo ainda hoje, se tornou por exemplo uma praxe e uma necessidade defender minorias, mas sob algum aspecto bastante preocupante, temos hoje em todo o Ocidente, um desabrigo do homem m\u00e9dio, do homem do sexo masculino branco de meia idade. De repente a vergonha \u00e9 t\u00e3o completa quanto a tudo, que promete-se governar para esse e n\u00e3o para aquele, e n\u00e3o \u00e9 a vergonha das minorias, \u00e9 a vergonha do que em larga medida o homem m\u00e9dio do Ocidente foi tomado de fragilidades e ignor\u00e2ncias em sentido literal. Um n\u00edvel de aliena\u00e7\u00e3o e abomina\u00e7\u00f5es no discurso pol\u00edtico, que se torna desgostoso do Estado como um todo, \u00e9 acometido do anarquismo, propaga na aus\u00eancia da religi\u00e3o, da hist\u00f3ria, na sua extrema desqualifica\u00e7\u00e3o como interlocutor de qualquer assunto, at\u00e9 mesmo do sexo que \u00e9 assunto popular, quando por exemplo n\u00e3o sabe mais como se portar civilizadamente entre muitas mulheres numa mesma empresa, que tem artif\u00edcios muitos na estrat\u00e9gia de ascens\u00e3o social mais engenhosas, tem at\u00e9 mesmo em outras minorias como gays e negros que no momento sens\u00edvel das suas conquistas de direitos compensat\u00f3rios, e reconhecimento de hipossufici\u00eancias, o descortinar de um homem m\u00e9dio completamente vulner\u00e1vel, surpreendido, despreparado, ignorante mesmo, e agressivo. Ele n\u00e3o se excetua na lei, nem se preparou para ser algu\u00e9m integrado e bem preparado. De repente, afim de exemplo, mas n\u00e3o \u00e9 desprez\u00edvel, op\u00e7\u00f5es sexuais mais amplas aparecem como muito mais competitivas, onde al\u00e9m de tudo, n\u00e3o sofre de auto-expia\u00e7\u00e3o, arrependimento. Como por exemplo a religi\u00e3o em geral \u00e9 proscrita em casa de pol\u00edticos brasileiros, n\u00e3o \u00e9 desej\u00e1vel conviver com arrependimentos. Pragmaticamente, o homem m\u00e9dio, do sexo masculino, branco, e diria at\u00e9 heterossexual, vem de uma desvantagem competitiva, que o coloca na defensiva, e como as ondas do mar, muitas vezes no contra ataque. Onde, esclare\u00e7a-se tamb\u00e9m esse dado, o norte americano m\u00e9dio muito especialmente, passou a fazer quest\u00e3o de empregos que antes n\u00e3o fazia quest\u00e3o, e deixava para que imigrantes os servissem, homens e mulheres, desde fritar hamb\u00farguer, at\u00e9 fazer unhas ou faxinas.<\/p>\n\n\n\n<p>Quer dizer, estamos diante do mais grave e agressivo abismo social da hist\u00f3ria da humanidade, \u00e9 esse o dado que insisto, onde qualquer recurso de controle social \u00e9 utilizado de forma grave e agressiva. Inclusive as religi\u00f5es, e necessariamente por isso, e n\u00e3o por nenhuma curiosidade hist\u00f3rica, como eu por exemplo me acostumei a nutrir. Agora mais do que nunca, pelo conformismo, pela vergonha de si, pela expia\u00e7\u00e3o. N\u00e3o pela fic\u00e7\u00e3o como eu constantemente me permito, e como acho que \u00e9 um momento belo propiciado pela ci\u00eancia, e n\u00e3o pela religi\u00e3o em si, t\u00e3o pouco pela pol\u00edtica. A pol\u00edtica \u00e9 um momento magistral da invers\u00e3o de acusa\u00e7\u00f5es, e das desqualifica\u00e7\u00f5es de seus advers\u00e1rios, que pensamos em bondade quando algu\u00e9m afirmar que algu\u00e9m est\u00e1 fazendo uma &#8220;proje\u00e7\u00e3o freudiana&#8221;, a pol\u00edtica faz de fato com ostensiva opress\u00e3o e injusti\u00e7a, invers\u00f5es completas, impingindo ao outro seus pr\u00f3prios problemas ou as acusa\u00e7\u00f5es que recebe, sem miseric\u00f3rdia nem tempo para reflex\u00e3o ou rea\u00e7\u00e3o do advers\u00e1rio, impiedosamente o desqualificado. E se de fato o for, desqualificado, isso vai agir por toda uma imensa \u00e1rea do globo terrestre de uma forma impressionante. Vamos ter vergonha de si, de nossos militares, do sistema pol\u00edtico, vamos entrar em parafuso com o completo despreparo de todas as lideran\u00e7as, de minorias, ou de homens m\u00e9dios. Com direitos compensat\u00f3rios, como manda dar o igual para os iguais e o desigual para os desiguais, sendo usado para uns de n\u00f3s oprimamos os outros, ou melhor dito, ataquemos a nos mesmos, quando um direito reparat\u00f3rio, compensat\u00f3rio, se torna uma esp\u00e9cie de demonstra\u00e7\u00e3o da vulnerabilidade e do p\u00e2nico social.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>@CoexistenceLaw   <\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Murilo Jambeiro de Oliveira Brasil, 11 de mar\u00e7o de 2025. 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