{"id":1544,"date":"2025-01-10T22:08:04","date_gmt":"2025-01-11T01:08:04","guid":{"rendered":"https:\/\/coexistencelaw.org\/?p=1544"},"modified":"2025-01-11T08:24:59","modified_gmt":"2025-01-11T11:24:59","slug":"uma-especie-de-nao-assunto","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/coexistencelaw.org\/?p=1544","title":{"rendered":"Uma Esp\u00e9cie de N\u00e3o-Assunto"},"content":{"rendered":"\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>Murilo Jambeiro de Oliveira<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>Brasil, 10 de janeiro de 2025.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>Quando o Presidente Donald Trump pauta o Canad\u00e1, a Groenl\u00e2ndia, e o Panam\u00e1, como assuntos estrat\u00e9gicos dos Estados Unidos, ele cria uma esp\u00e9cie de &#8220;N\u00e3o-Assunto&#8221;. Ou melhor dizendo, ele deixa de pautar a R\u00fassia e a China. Esse \u00e9 o ponto, como determinados assuntos est\u00e3o sendo ou n\u00e3o, pautados, e como por exemplo se pode pautar o &#8220;N\u00e3o-Assunto&#8221;. Ainda que sejam de fato interesses estrat\u00e9gicos dos Estados Unidos esses, Canad\u00e1, Groenl\u00e2ndia, e Panam\u00e1.<\/p>\n\n\n\n<p>Eu j\u00e1 disse aqui em outras ocasi\u00f5es, e n\u00e3o vou me repetir tanto, que acredito que sistemas inform\u00e1ticos, sejam quais forem, precisam e muito de modera\u00e7\u00e3o humana, como de resto tamb\u00e9m j\u00e1 disse bem antes que s\u00e3o sim uma esp\u00e9cie de concess\u00e3o governamental. O que vemos \u00e9 a afirma\u00e7\u00e3o do &#8220;soft power&#8221; da Am\u00e9rica. Esse \u00e9 o fato. \u00c9 como a imprensa de todo o mundo est\u00e1 sendo pautada.<\/p>\n\n\n\n<p>E talvez seja esse meu ponto de inflex\u00e3o mais constante, e para o que o Governo Federal do Brasil est\u00e1 com todas suas preocupa\u00e7\u00f5es voltadas a essa altura. Ter uma imprensa voltada a pautar os assuntos de maior interesse nacional \u00e9 ponto fundamental de toda a discuss\u00e3o. N\u00e3o se pode por exemplo, eu n\u00e3o acredito mais que seja poss\u00edvel e desej\u00e1vel, discutir por exemplo quem ser\u00e1 o pr\u00f3ximo Chanceler da Alemanha, t\u00e3o pouco questionar a decis\u00e3o soberana de outros pa\u00edses como o Parlamento do Reino Unido.<\/p>\n\n\n\n<p>Vamos as favas contadas! Haver\u00e1, como est\u00e1 havendo em todo o mundo, um avan\u00e7o crescente da direita. Hoje me \u00e9 sens\u00edvel que soframos de um processo de desindustrializa\u00e7\u00e3o, perdendo para o varejo virtual de todo tipo de produto industrializado importado com poucos impostos, pre\u00e7os competitivos, e todo tipo de conveni\u00eancia em compra-los diretamente pela internet. No mesmo momento que os exportadores do agroneg\u00f3cio s\u00e3o remunerados em d\u00f3lar, atingem um ponto de competitividade impar no Brasil, e devem partir inclusive e o quanto antes para agregar valor e vender hiper-processados para seus clientes em todo o mundo.<\/p>\n\n\n\n<p>No frigir dos ovos, o campo, muito fortemente beneficiado hoje, tende desde a elei\u00e7\u00e3o municipal, e em toda a conforma\u00e7\u00e3o da economia, a ganhar for\u00e7a junto de posi\u00e7\u00f5es pol\u00edticas mais a direita, como \u00e9 fen\u00f4meno diverso mas de consequ\u00eancias semelhantes, em todo o mundo. Melhor dizendo, a mesma forma que a direita ganha for\u00e7a no mundo, por exemplo combatendo a imigra\u00e7\u00e3o, ganhar\u00e1 for\u00e7a no Brasil na medida que se concentra mais poder no campo, e os grandes agrupamentos urbanos mais cosmopolitas e progressistas perdem espa\u00e7o na pol\u00edtica nacional, os ajuntamentos de polos industriais deixam de ser um for\u00e7a pol\u00edtica relevante no Brasil, onde tomavam por exemplo a dianteira em politicas mais a esquerda.<\/p>\n\n\n\n<p>A grande dificuldade est\u00e1 justamente a\u00ed, o &#8220;N\u00e3o-Assunto&#8221;. Em larga medida existe para todos alguma dimens\u00e3o do &#8220;N\u00e3o-Assunto&#8221;. Seja o cantor sertanejo que quer ser presidente, seja o conjunto de medidas sociais de conten\u00e7\u00e3o da pobreza, que precisa se manter na pauta, e grosso de minhas reflex\u00f5es vieram no sentido de que, o Presidente Lula se preocupando demasiadamente com uma s\u00e9rie de quest\u00f5es geopol\u00edticas, deixou de falar para o p\u00fablico interno sobre pautas que lhe seriam mais \u00fateis e s\u00f3lidas. Acho que \u00e9 esse meu ponto de inflex\u00e3o, n\u00e3o deve frequentar o discurso do Presidente Lula, como um h\u00e1bito, sejam quest\u00f5es da Venezuela, sejam dos Estados Unidos, ou da Alemanha. Antes ter clareza solar que assim como os pa\u00edses da Europa, e n\u00e3o necessariamente pelos mesmos motivos, mas pela conforma\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica do pa\u00eds hoje, vamos todos a direita no curto ou longo prazo.<\/p>\n\n\n\n<p>Manter a interlocu\u00e7\u00e3o constante, com ambas as popula\u00e7\u00f5es internas do Brasil, como a do campo e da cidade, \u00e9 dos maiores desafios da atualidade, e sempre foi, em toda hist\u00f3ria, encontrar aliados na burguesia e at\u00e9 na aristocracia nacional, com preocupa\u00e7\u00f5es domesticas as mais claras, fundadas e constantes, a cada dado de negocia\u00e7\u00e3o entre os entes nacionais, que favore\u00e7am por exemplo, como atores econ\u00f4micos, o entendimento da defesa de frontes hist\u00f3ricos do pa\u00eds, como h\u00e1 hoje, sempre repito, austeridade fiscal, deve haver algum n\u00edvel de protecionismo, e at\u00e9 o cuidado demasiado com os momentos da produ\u00e7\u00e3o de alto valor agregado que j\u00e1 atingimos e os que precisamos cobrar o atingimento, se extremamente rent\u00e1vel se faz um determinada atividade de exporta\u00e7\u00e3o de commodities.<\/p>\n\n\n\n<p>O &#8220;N\u00e3o-Assunto&#8221; ou claramente, aquele sobre o qual o Brasil n\u00e3o tem inger\u00eancia, \u00e9 a grande tenta\u00e7\u00e3o de todos. \u00c9 um tipo de recurso ret\u00f3rico, que na politica as vezes s\u00f3 gera pol\u00eamicas infrut\u00edferas. Perde-se de proteger a industria nacional, perde-se de propagandear a austeridade fiscal, perde-se de propor para o campo que se industrialize e deixe de vender produtos &#8220;in natura&#8221;, quando esse est\u00e1 em pleno impulso. A discuss\u00e3o do inimigo externo \u00e9 uma discuss\u00e3o falha de &#8220;N\u00e3o-Assunto&#8221;, uma vez que nossos magistrados n\u00e3o s\u00e3o nem administradores, nem legisladores, e n\u00e3o devem ser formuladores de pol\u00edticas. Restringir \u00e9 um recurso contra quem pauta negativamente a discuss\u00e3o, mas n\u00e3o gera a gest\u00e3o necess\u00e1ria de recursos que garanta o deslanchar e mais e mais politicas econ\u00f4micas e sociais. E \u00e9 disso que se trata, deslanchar mais e novas politicas sociais e industriais. Inclusive, na medida que nos for hip\u00f3tese, de assegurar que as burguesias e aristocracias nacionais, se engajem na pauta do desenvolvimento nacional, de todos os tipos, inclusive de novos meios de comunica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Se os formadores de opini\u00e3o dos centros urbanos, as elites urbanas conseguem se envolver na discuss\u00e3o nacional, evitando o &#8220;N\u00e3o-Assunto&#8221; e a tenta\u00e7\u00e3o do inimigo externo, de forma a transitarem de reclamante cliente internacional, para provedores de solu\u00e7\u00e3o nacional. Se o produtor agr\u00edcola consegue identificar mais e mais oportunidades rent\u00e1veis de reduzir emiss\u00f5es de carbono, reciclar, e agregar valor. Essas discuss\u00f5es devem pautar os h\u00e1bitos da cidade o do campo de forma crescente, com a constante exposi\u00e7\u00e3o de oportunidades politicas e econ\u00f4micas, que gerem protagonismo nacional em toda economia. Onde s\u00e3o problemas formativos e culturais, que carecem do h\u00e1bito e dos meios, que construam contingentes populacionais orientados desde os bancos escolares para administrar esses dados cr\u00edticos e oportunidades, que n\u00e3o v\u00e3o se beneficiar de nenhuma esp\u00e9cie de proibi\u00e7\u00e3o, ou da discuss\u00e3o de cortes agindo na conten\u00e7\u00e3o de danos. <\/p>\n\n\n\n<p>Afinal, surfar a onda do que \u00e9 assunto, formando e desenvolvendo internamente tudo que se oportuna como afirma\u00e7\u00e3o rent\u00e1vel e verdadeiramente estrat\u00e9gica do pa\u00eds, como \u00e9 gritante a necessidade n\u00e3o s\u00f3 de um Ministro para Secom mas de uma gera\u00e7\u00e3o experts em comunica\u00e7\u00e3o nas cidades, e de g\u00eanios do agro em agregar valor a excel\u00eancia verde no campo. Completando todos os elos da corrente do agro e da minera\u00e7\u00e3o, das commodities, que se fortale\u00e7a a economia de uma forma espraiada pelas mais diversas atividades correlatas e nichos do desenvolvimento que se desenha e se sustenta hoje, bem como do que se demanda a consci\u00eancia e da habilidade das elites urbanas em se comunicar pro ativa e propositivamente. \u00c9 esse o assunto!<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>@CoexistenceLaw  <\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Murilo Jambeiro de Oliveira Brasil, 10 de janeiro de 2025. Quando o Presidente Donald Trump pauta o Canad\u00e1, a Groenl\u00e2ndia, e o Panam\u00e1, como assuntos estrat\u00e9gicos dos Estados Unidos, ele cria uma esp\u00e9cie de &#8220;N\u00e3o-Assunto&#8221;. Ou melhor dizendo, ele deixa de pautar a R\u00fassia e a China. Esse \u00e9 o ponto, como determinados assuntos est\u00e3o<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/coexistencelaw.org\/?p=1544\" class=\"more-link\">Ler mais<\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":true,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[2,3],"tags":[],"class_list":["post-1544","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-unga2021","category-preaching"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/coexistencelaw.org\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1544"}],"collection":[{"href":"https:\/\/coexistencelaw.org\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/coexistencelaw.org\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/coexistencelaw.org\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/coexistencelaw.org\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=1544"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/coexistencelaw.org\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1544\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1548,"href":"https:\/\/coexistencelaw.org\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1544\/revisions\/1548"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/coexistencelaw.org\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=1544"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/coexistencelaw.org\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=1544"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/coexistencelaw.org\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=1544"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}