{"id":1080,"date":"2024-05-06T00:18:03","date_gmt":"2024-05-06T03:18:03","guid":{"rendered":"https:\/\/coexistencelaw.org\/?p=1080"},"modified":"2025-08-05T15:04:11","modified_gmt":"2025-08-05T18:04:11","slug":"a-vergonha-da-violencia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/coexistencelaw.org\/?p=1080","title":{"rendered":"A Vergonha da Viol\u00eancia"},"content":{"rendered":"\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>Murilo Oliveira<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>Brasil, 6 de maio de 2024.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>Eu acredito que o fen\u00f4meno central da atualidade seja o crescimento desacerbado do individualismo. Quanto ao que eu preciso pontuar certos aspectos que j\u00e1 venho pontuando aqui h\u00e1 longo tempo, mas n\u00e3o ainda em todo coeso sobre isso.<\/p>\n\n\n\n<p>A primeira quest\u00e3o \u00e9 a surgimento de terminais inform\u00e1ticos individuas, os telefones celulares, por si s\u00f3 isso \u00e9 causa principal e que nunca retrocede desse ponto da hist\u00f3ria em diante.<\/p>\n\n\n\n<p>Em outra frente, n\u00e3o menos desprez\u00edvel, esse terminais, bem como todo o aparato inform\u00e1tico, se tornam ainda mais capazes, menores e mais conectados, o que gera outro tipo de demanda, a exposi\u00e7\u00e3o da intimidade de todos em tempo real, todo o tempo.<\/p>\n\n\n\n<p>Isso resulta por exemplo, que amplos setores da sociedade acreditem que a solu\u00e7\u00e3o para tal fato seja se apoiar num sentimento anti-religioso. Uma esp\u00e9cie de cruzada pela redu\u00e7\u00e3o nos costumes m\u00e9dios da popula\u00e7\u00e3o em geral do sentimento de reprova\u00e7\u00e3o social a determinados h\u00e1bitos, antes menos evidentes, de cada indiv\u00edduo em sua vida \u00edntima.<\/p>\n\n\n\n<p>Ocorre que, primeiramente n\u00e3o adv\u00e9m apenas e simplesmente do sentimento religioso determinada reprova\u00e7\u00e3o social de determinados h\u00e1bitos individuais, as vezes at\u00e9 bastante difundidos em certos grupos. Muito mais que isso, \u00e9 claro e evidente que em toda a Terra, por exemplo, as pessoas ainda se pretendam socialmente convivendo utilizando roupas. E n\u00e3o s\u00f3 pela sua utilidade primeira, o sentimento de inadequa\u00e7\u00e3o com o pr\u00f3prio corpo \u00e9 t\u00e3o constante, e t\u00e3o mais pass\u00edvel de responsabilizar amplos setores de uma industria laica, ocasionalmente n\u00e3o exatamente atea, como a pr\u00f3pria industria do sexo, em rela\u00e7\u00e3o ao que vende como &#8220;produto premium&#8221;, que isso n\u00e3o \u00e9 um dado de origem religiosa como se procura simplificar e se criar uma cruzada infind\u00e1vel de acusa\u00e7\u00f5es sobre aqueles que tem ou inspiram sentimentos religiosos.<\/p>\n\n\n\n<p>Mais que isso, \u00e9 inescap\u00e1vel a qualquer sentimento de inadequa\u00e7\u00e3o com o pr\u00f3prio corpo, at\u00e9 mesmo o etarismo. Que tamb\u00e9m nada tem a ver com religi\u00e3o, a bem da verdade. Seja quando se sente pessoalmente inadequado ou inadequada, ou quando profere acusa\u00e7\u00f5es contra terceiros.<\/p>\n\n\n\n<p>E isso implica numa outra chave de an\u00e1lise, que invariavelmente inspira para muitos a misoginia, qual seja, a utiliza\u00e7\u00e3o do sexo como senha e forma de ascens\u00e3o social. O que via de regra pode, como acontece, privar muitos de um conv\u00edvio mais saud\u00e1vel, como tamb\u00e9m, e invariavelmente, promove algum tipo de injusti\u00e7a em rela\u00e7\u00e3o a compet\u00eancias espec\u00edficas.<\/p>\n\n\n\n<p>Quer dizer, no computo final, o individualismo que come\u00e7ou a se desacerbar a partir do surgimento dos terminais inform\u00e1ticos individuais, gerou uma sociedade onde a meritocracia e as quest\u00f5es de g\u00eanero, bem como o etarismo, seguidos pela aliena\u00e7\u00e3o parental e viol\u00eancia no seio da fam\u00edlia, sejam t\u00e3o desacerbadas, como as vezes nos negamos por exemplo a reconhecer que hoje muitas m\u00e3es, por exemplo, promovem viol\u00eancias extremas contra seus pr\u00f3prios filhos, para n\u00e3o falar do que j\u00e1 \u00e9 not\u00f3rio entre casais.<\/p>\n\n\n\n<p>Habitualmente me acostumei a recorrer a um estudo antropol\u00f3gico que diz que a sociedade Chipanz\u00e9 do macho l\u00edder territorialista, passou ser substitu\u00edda por uma sociedade Bonobo da f\u00eamea l\u00edder e sem territ\u00f3rio. E que aos olhos desavisados do pesquisador as vezes aparenta ser uma sociedade plenamente amorosa, quando n\u00e3o se considera que aquela f\u00eamea \u00e9 constante estuprada, incorrendo em gravidez sem qualquer resguardo de novos estupros nesse per\u00edodo, al\u00e9m de doen\u00e7a, para n\u00e3o ficarmos crendo em simples desconforto. O que se desenha nesse tipo de transi\u00e7\u00e3o, desde o conhecido entre Chipanz\u00e9s e Bonobos, \u00e9 uma sociedade absolutamente mais violenta, onde n\u00e3o existe aux\u00edlio m\u00fatuo de nenhuma esp\u00e9cie. E nossa vergonhas n\u00e3o s\u00e3o puramente religiosas, as vezes \u00e9 de um bra\u00e7o fora do padr\u00e3o, ou de um bei\u00e7o ou de um prep\u00facio.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>@CoexistenceLaw  <\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Murilo Oliveira Brasil, 6 de maio de 2024. 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