Murilo Oliveira
Brasil, 3 de setembro de 2023.
Eu vivo um pouco o questionamento sobre ser um “torcedor desvairado”. É um pouco do que penso tenha acontecido com os brasileiros sobre os últimos feriados da Independência, o que acredito ver em um determinado momento da democratização de certos expetaculos de musica no Brasil, com o que se pode chamar ainda hoje, ou especialmente hoje, com a idade dos festivais de musica. Eu já alego um pouco questões de conforto para não comparecer a esses grandes festivais de musica, mas até acredito que o exemplo da juventude brasileira sobre isso é bastante bonito, quando por exemplo eles conseguem se reunir entre mais tribos diversas.
Não há ainda hoje o que os una tão bem entre adeptos do estilo que se chama no Brasil de sertanejo com determinados grupos da cultura urbana, mas é bastante notável que isso seja um fenômeno que podemos chamar de democrático, como o feriado da Independência para além do que um orgulho nacional deva ser. Em boa parte eu me dou conta, entre as mais variadas escolas elementares que estudei no Brasil, que até a minha infância, talvez no mais pobre dos grupos escolares que estudei, um senso de evento, a parada do 7 de setembro, que se perpetuou bastante. Desde um tempo em que o ensino de qualidade no Brasil era público.
E nunca acredito que venha a nosso completo desfavor gostar desse feriado nacional, especialmente no periodo recente, eu nunca vivi outro e não tenho porque achar diferente, onde se pode certamente ser orgulhoso de nossas Forças Armadas que na data desfilam em todo país.
Post scriptum: Obras historicamente mal traduzidas do alemão para o português dão conta em outro momento histórico, certamente de mesma feita como já tentei e as vezes tento trazer para o tempo atual um recorte ou outro de autores clássicos, da chamada “dicotomia campo-cidade”. Eu já me propus aqui a falar por exemplo como um mesmo perfil de liderança pode abrigar padrões de leituras muito dispares, como em “Pattern Reading” nesse mesmo blog, e não pretendo recorrer novamente a autores controversos em especial o que não tenha me valido da leitura tão bem, e nesse caso específico por nem dispor de boa tradução durante muitos anos no Brasil. Mas acredito que entre essa postagem, “Por Onde Andei”, e “Pranto de Poeta” nesse mesmo blog, consigo ilustrar com recursos claros como isso ainda se dá nos dias de hoje em padrões brasileiros.
@CoexistenceLaw
Share this content: