Tá na mesa!

Tá na mesa!

Murilo Oliveira

Brasil, 23 de agosto de 2023.

O Presidente Lula ontem, dia 22 de agosto de 2023, na Cúpula dos BRICS na Africa do Sul, procura responder a reflexão que propus aqui, usando o termo “neocolonialismo ambiental” para explicar porque despreza o Protocolo Adicional do acordo de livre comércio entre União Europeia e Mercosul. Não foi o sentido em que propus a questão, ou melhor, o neocolonialismo que proponho a reflexão é o de Rússia e China, e de grandes monoculturas e a pecuária extensiva que ameaçam a floresta. Tudo aquilo que não está na mesa do brasileiro e que avança contra a intenção de manter a floresta em pé e evitar o aquecimento global.

Existe no atual governo, do Presidente Lula, a preocupação muito bem posta de ter floresta em pé, e obter formas de desenvolvimento econômico sustentável para os 50 milhões de pessoas que habitam a região amazônica em todos os países que a compõe. A preocupação com o desenvolvimento sustentável para essa população tem vindo na frente das demais preocupações em diversas propostas do Brasil, como acredito que deva ser. Mas não há de se falar ou se abandonar uma perspectiva preservacionista, na medida que possamos contar com colaboração, notadamente financeira, de parte do mundo que já desmatou suas florestas, para manter a floresta amazônica em pé, especialmente no estágio de desenvolvimento humano e cientifico que nos encontramos em todo o mundo quando falamos por exemplo de questões climáticas.

Uma preocupação inexistente quando falávamos do colonialismo clássico, que por extrema ironia não pode ser chamado de “neocolonianismo ambiental” da União Europeia como pretende o Presidente Lula. A resposta encontrada pelo Presidente Lula quando distorce a questão proposta, se afasta de fatos sobre como por exemplo existe hoje para Rússia talvez especialmente, que teve forte influência sobre o Governo Bolsonaro, que foi extremamente danosa a preservação da Amazônia, esse estágio evolutivo que já esmiuçamos em compreender e que se repete não só para o Brasil patrocinado pela Rússia como para toda a Africa na corrida pela mineração naquele continente. Bem como são culturas agrícolas e pecuárias que avançam sobre a floresta para alimentar a China, que tem tanta influência sobre esse governo do Brasil, como a Rússia sobre o anterior, e não está propriamente no alimento que o brasileiro tem em sua mesa, tão pouco apenas a solvência das questões desses 50 milhões que habitam a Amazônia de forma sustentável.

Operar esse tipo de apropriação da reflexão proposta em seu primeiro discurso na Cúpula dos BRICS não ajuda uma discussão até que bastante bem feita pelo Governo Lula de como manter a floresta em pé, proposta certamente de nossos tradicionais colonizadores no passado, de diversos ciclos de monoculturas para exportação, mas que hoje manifestam preocupação diversa no atual estágio evolutivo dos mesmos, com o atraso que pode ser até repetitivo como a reflexão aqui proposta, do neocolonialismo de Rússia e China a essa altura dos fatos.

@CoexistenceLaw

Share this content:

Murilo

Murilo Oliveira is a Brazilian lawyer, the themes proposed here are of variety, without political or religious purposes, as for all those who hold the angelic culture in great esteem. Visit: https://www.flickr.com/photos/198793615@N08

Os comentários estão fechados.