Murilo Oliveira
Brasil, 2 de novembro de 2022.
Havia desde o 7 de setembro de 2021 uma orquestração que promovendo uma greve de caminhoneiros, iria se precipitar a necessidade de uma intervenção militar.
Erra-se por duas questões. Primeiro a gravidade do primeiro ato, uma greve de caminhoneiros na conjuntura atual do mundo não é tolerável nem mesmo por um dia diante da fragilidade da economia com pandemia e guerra na Europa. Concretamente ocorre um agravamento do desabastecimento tão grave, como ontem eu já observava em relação a medicamentos, um simples xarope para tosse que teve sua demanda aumentada pelo tempo frio que já faltava na farmácia lotada da esquina, e isso além de destruir a economia e empregos, subir preço e desabastecer, cresce em desaprovação popular em termpo recorde.
Mas quanto ao segundo ato, a intervenção militar, o dado digno de nota é que a essa hora, não se tem aprovação internacional de um único país do mundo. Entenda-se, Estados Unidos, Reino Unido, França, Alemanha, Russia, China, todos os grandes atores do cenário internacional já afirmaram antes de tais atos que: aguardam a transição de poder para o Partido dos Trabalhadores. Ou seja, no passo dois, não se dispõe do três. Não se dispõe de reconhecimento internacional, e isso como CNN já tratava para todo o mundo quer dizer um “boicote internacional”. Em resumo, determinados meios não vão chegar a determinados fins outros. O que se chama de Venezuela hoje, seria o que certamente teriamos, ou até pior, um país extremamente isolado internacionalmente como a Venezuela, inclusive por não ter aliados nem mesmo na América Latina.
Esse tipo de trama esdruxula tramada naquele 7 de setembro de 2021 que coincidiu com Rosh Hashanah no calendário judaico, tem aplicação e implicações as mais complexas possíveis, e não é uma cartada que se possa dar tirando tais planos do bolso a qualquer tempo e tentando aplicá-lo a despeito de todas as condição do momento. E as condições do momento hoje são absolutamente adversas economicamente e a qualquer apoio politico internacional. Adversas ao reconhecimento de qualquer novo governo que não aquele já conhecido. O que teriamos seria um país reduzido a um grau de insignificancia e discordância de suas instituições, em todo mundo, se tal plano fosse aplicado nesse exato momento, semelhante ao que mais infâme existe do gênero no mundo.
Maquiavel propondo ao Principe a unificação da Itália nos ensinou que se você adotar os meios errados segundo onde pretende chegar, não chegará a esse fim pretendido. Para além disso, já disse aqui, a extrema direita sai fortalecida das urnas, mas o respeito estrito e devotado as leis pátrias deve ser demonstrado, e não relativizado. Para que se consolide como força politica capaz e não uma febre de verão.
@CoexistenceLaw
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