Murilo Oliveira
Brasil, 19 de julho de 2022.
Eu não sei a quem se atribuir a célebre frase: “O Brasil não é para principiantes”, mas ela se faz verdade em tempos como os atuais. Em certo sentido não é justo atribuir todos os erros ou complexidades a esse ou aquele. A questão é que se criou uma cisão tão grande no seio da sociedade brasileira, semelhantes a grupos armados e intolerantes a uma determinada figura, de parte a parte, que os fatos e o decurso do tempo está falando por si só. Não estamos em horizonte otimista.
Eu não pretendo entrar no mérito desse ou daquele, como não costumo há muitos anos. Nunca me filiei a partido algum, sempre procurei manter o otimismo entre os mais diversos grupos, ter uma ótica compreensiva e ampla. E não quero aqui abrir mão disso. Devemos apenas assinalar que ambos os grupos politicos que se decantam cada dia mais em apenas dois opostos e extremamente hostis entre si, conservam uma dose de teimosia tão extrema que repito, não estamos em horizonte otimista.
Querer insistir numa mesma figura politica, desgastada ao extremo, querer desacreditar o processo eleitoral, leva a cada dia o país a uma situação mais que preocupante. É preciso pessoas com capacidade de transigir, e não é o que vemos em parte alguma. A despeito de ambos os lados agirem como se fosse uma festa, as festas não estão acabando bem, e não parece que chamada festa da democracia vá acabar bem. As teimosias atingiram seu limite de hostilidades e risco para o futuro do país em momento tão delicado da humanidade. Não está mais se agindo como se fossem divergências de opinião circunstanciais e contornáveis, mas como o caminho sem volta do irreconciliável.
Esse tipo de percepção, que não é mais caracteristica de um ou dois, ou um lado ou outro, mas de uma nação como um todo e seu modo de ver o outro, tende ao que pode-se chamar de fatricídio. Quando um povo se conflagra internamente, e irmãos matam irmãos. É o tipo de perspectiva que temos no Brasil hoje, o fatricídio. É possível e claro ver isso, quando para muito além dos partidos que fazem parte ou preferem, policiais de folga atiram em outros policiais de folga. É um sintoma gravíssimo. E não é só, e não é privilégio de um grupo, mas se vê em escalada nos níveis mais elevados de poder do país. Entre o Poder Executivo e Poder Judiciário chegou a um nível que hoje falar disso a Embaixadores de diversas partes do mundo, menos que um ato preparatório para qualquer atitude reprovável, deve ser entendido pelo mundo como um acender de um grande sinal de alerta em relação a esse país imeditamente.
É preciso que tenhamos partes transigentes em todos os níveis de pensamento e ação politica no país imediatamente, de um simples aniversário de criança, até o mais elevado trato entre poderes da república, e na concertação dos povos, com a máxima urgência.
@CoexistenceLaw
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