QUAD CORE

QUAD CORE

Murilo Oliveira

Brasil, 24 de maio de 2022.

Eu fico pensando como certas tecnologias se tornam ultrapassadas. Por exemplo como as militares me parecem assustadoras, onde em princípio falávamos de destruição do patrimonio, e hoje podemos estar falando de severas perdas humanas sem se dar conta disso. Alias pelo contrário, a insensibilidade de saída de todos hoje é não atentar que até ontem perdíamos 1 mil vidas por dia com a COVID-19 no Brasil (passa de 1 milhão nos Estados Unidos), mas ela logo tem um desdobramento que parece mais elementar do que o que digo, que é acreditar que a Guerra da Ucrânia não mata ninguém. Um deputado estadual brasileiro recentemente vibrou afirmando que são pobres, na realidade todos ali ficaram subitamente pobres e correm o risco de morrer assim.

Mais que isso, em 1995 quando Fernando Henrique Cardoso saia de reunião com o então presidente da Ucrãnia Leonid Kutchma, afirmava categoricamente ainda se referindo a Bósnia Herzegovina da necessidade do não envolvimento em blocos militares. Coisa que é uma verdade até hoje quando falamos dos BRICS, não se trata de um bloco militar, e até aqui não sei de nenhum que o Brasil faça parte ou me conduza ao convívio dos eleitos.

Mas o que quero dizer é que não parece sem dor que ontem idosos e imunossuprimidos morriam aos montes de gripe, que tende a voltar em variantes, tão pouco estou menos impressionado pelo ocorrência da Varíola em algumas situações esdruxulas mas preocupantes. E aí que entra o grande fabricante de microchips de alta tecnologia, não se apressem em inventar que estão injetando isso nas pessoas, até estão, mas não é essa a questão de coração. Todo mundo tem algum medo bizarro dessas coisas.

E o que é QUAD? A reunião de Estados Unidos, Índia, Austrália, e Japão. E aqui em embarco sempre para grandes jornadas com os Japoneses pela ficção, desde do dia que bela garota me iniciou nos Mangás. Na época, e digo isso porque já falei de meu desejo de melhores incursões culturais a Índia e agora falo do Japão, mas na época, comprei uma vasta coleção de Mangás que falavam sobre anjos. Estava em busca de um traço, uma forma de anjo com feições asiáticas. Entre eles por exemplo, tento ler até hoje “Angel Sanctuary” de Kaori Yuki. Eles são escritos de trás para diante, e em que pese fosse movimento de juventude, hoje já me encontro com vistas cansadas. Me esforço.

Concretamente, entre o grupo do QUAD e o Brasil, existem boas interações, eu sempre dou conta de uma primeira geração de Brasileiros que primeiro vão ao Reino Unido aprender inglês, depois aos Estados Unidos (Califórnia em grande parte) na geração seguinte, para então florescer a moda dos intercâmbios para estudos do idioma inglês na Austrália. Mas em alianças militares nem sempre, especialmente em tempos de “antes só do que mal acompanhado”. As tenologias estão avançando, como por exemplo os microprocessadores produzidos em Taiwan são importantíssimos, a biotecnologia também é!

Havia no inicio da pandemia uma vasta literatura na China sobre por exemplo a Artemísia e suas aplicações, que agem para o resto da humanidade ocidental como enigmas, mais bem guardados que na biblioteca do Vaticano. Ter a dimensão de tudo isso, é ter consciência do conhecimento e da tradição através da cultura, e especialmente das trocas culturais no avançado da hora das comunicações, e não gerar factoides ou bravatas, capazes de tornar uns mais precipitados que outros.

Vinha hoje de uma conversa sobre o papel dos satélites na Amazônia, e isso é especialmente feliz no meu ponto de vista, porque simplesmente é uma forma de saber o que ali existe até talvez em nosso subsolo que é protegido pela Constituição, e de uma forma menos danosa possível a aquele bioma. O que isso quer dizer? Que matar o índio que vive na Amazônia para fazer uma perfuração de estudo mineral, é certamente o mesmo que apagar um milenar papiro Chinês que daria conta de um aparentemente inofensivo surto de uma gripe mais forte, ou uma varíola. O conhecimento tende a ser a premissa básica tanto de evitar, como deflagar, atitudes hostis contra outros povos. E acaba sendo o que não está acontecendo, vemos surtos de ignorância explicita sobre tais temas e muitos insistem que ela é do índio e não do homem branco.

Não me pareceu ainda a suprema felicidade ressuscitar o QUAD para depois ofertar Cloroquina. Por aqui, por enquanto, tento acrescentar aos meus intercâmbios culturais minha pequena, seminal, e quase virginal, coleção de Mangás sobre cultura popular angelical no Japão!

@CoexistenceLaw

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Murilo

Murilo Oliveira is a Brazilian lawyer, the themes proposed here are of variety, without political or religious purposes, as for all those who hold the angelic culture in great esteem. Visit: https://www.flickr.com/photos/198793615@N08

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