Murilo Oliveira
Brasil, 14 de maio de 2022.
Antes de eu enfiar o Camerlengo na história, que diga-se de passagem é Irlandês, vamos esclarecer onde moram as coisas estranhas do mundo: tudo na Irlanda! Que fosse Michael Collins um personagem histórico de minha predileção, não chega ser estranho, mas que no Brasil isso represente seguindo a linha da Internacional Democrata Centrista, e do Fine Gael, o PSDB e o Democratas (agora União Brasil), já dá para se dar conta que não há uma grande revolução aqui. Mas eu vou além, suponhamos que a revolução esteja na Internacional Liberal, do Fianna Fáil, cisão do Sinn Féin na Republica da Irlanda. Seria ela no Brasil o Partido Novo?
Então estamos falando aqui de custo de vida. É extremamente custoso ser fã dos únicos Católicos que falam inglês, sejam da República da Irlanda ou da Irlanda do Norte. É como eu penso essa gente, os únicos Católicos que falam inglês. Nunca soube dizer o que venha a ser melhor para eles próprios, e continuo sem saber, tão pouco por essas aproximações. Que não fazem que com que eu não goste deles, pelo contrario, mas é difícil a compreensão, por mais aproximações que existam para o Brasil, ou até por isso, não sei ao certo, não me parecem as piores mas me recusei a vida inteira a me filiar a um partido político.
Então ainda que tudo me pareçam por demais alinhado sem lógicas absolutamente precisas em suas aparências, tendo a aceitar contornos mais pacíficos do aqueles que poderiam se imaginar de quando pegava “Every Breaking Wave”. Falo aqui da Irlanda do Norte e da vitória histórica do Sinn Féin. Não acredito que o que reputo ser um erro, o Brexit, justifique uma infindável desavença nesse momento que já nos parecia finda. Como a unificação das Irlandas.
Na realidade ainda me falta substrato histórico e fático para pensar sobre tudo isso, quando por exemplo eu penso na cena punk do ABC Paulista, onde surge também o sindicalismo Brasileiro que hoje se encontra unido a aquele que pariram, Luiz Inácio Lula da Silva. No fundo só pode ser coisa do Camerlengo, porque me eram evidentes certas raízes comuns, digo do sindicalismo do ABC Paulista e do movimento punk altamente inspirado por Irlandeses, com bandas como Ulster.
E quanto a isso, quanto a culpa do Camerlengo, eu tenho indícios sólidos! Vamos pela ordem… Primeiro, certo dia estava numa praça no litoral paulista sozinho escutando um jazz no coreto a frente a Igreja Católica de São Pedro, e uma senhora se levanta lá do outro lado, vem até mim sem que eu tivesse olhado para ela ou me dirigido a qualquer pessoa, para em minha frente e proclama em alto e bom som: A Irlanda inteira é sua!! Esse é meu primeiro indício. O segundo consta de um dia que fui em outra cidade me consultar com um oftalmologista sumidade da região, e em a consulta demorar, fui rezar um pouco na paróquia de Santo Expedito. Novamente, não mais que ao acaso, entra um lavrador de feições muito humildes, e me oferece um saquinho verde de veludo com suas economias. Quer dizer, não tem ninguém sensato do lado verde da força! Certamente outro Irlandês maluco a mando do Camerlengo.
@CoexistenceLaw
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