Murilo Jambeiro de Oliveira
Brazil, November 14, 2025.
The concept of “Green Wish” is quite interesting for Brazilian diplomacy, in the sense that Brazilian diplomacy—and this has been a hallmark of Brazil since Rio 92 to the present day—is a mark of a country with “environmental traction.” What does this mean? There is no longer any acceptable doubt that the climate crisis is a widely recognized reality throughout the world, and has been well managed for at least the last 33 years by Brazilian diplomacy.
On the other hand, this is not a moment for optimism, and a great perception of this is precisely the apparent optimism that involves a large allocation of resources to countries that have carbon credits to sell, or that are supposedly closer to neutrality. This is not the case for the majority of the world’s population or GDP. In reality, the proposal to allocate resources, as I have already said, is not only mitigating but also dissociative.
The other central point is that, while Brazilian diplomacy is at the forefront of the “Green Wish” initiative, the current global climate is one of defending national interests in energy development. The world demands more electricity in all the most crucial areas of its national development, and Brazil is no different. Brazil made a choice back in the late 1990s and early 2000s, being a major oil producer, and the goal of not using fossil fuels is not yet part of our leading development policy, despite its potential in biofuels. Even China, which is a major producer of energy production infrastructure equipment that does not depend on fossil fuels, and seems to have “environmental traction” on the climate agenda today, does not have a significant reduction in fossil fuels in its short-term horizon. Instead, it intends to showcase its technology to the world.
That said, among the national development policies that must be considered, is the fact that, if the solution is the policy of mitigation, or even financial dissociation, of the large carbon emitters that generate large funds, the central question in Brazil at this point, in my view, is how Brazil maintains an advantage in the exchange rate of its commodity exports, especially agricultural and livestock products, even biofuels, which, among more developed agricultural techniques, constantly demand a concern with a controllable exchange rate regime, for the very defense of its currency. This leads to the reflection on whether this immense volume of mitigating, and I repeat, dissociative resources actually wants to and can flow to Brazil and not through Brazil. On average, although we readily approve of a very bold agenda, and celebrate the moment when there is consensus that global warming must be combated, the movement observed worldwide today is not reflected in everyday Brazilian national development policy. For example, what keeps us alarmed in our daily lives regarding, for instance, exchange rate fluctuations, inflation, interest rates, the energy development strategy, and macroeconomics, has little alignment with the “political traction” we have achieved worldwide on environmental issues.
PT-BR
Murilo Jambeiro de Oliveira
Brasil, 14 de novembro de 2025.
Bastante interessante para diplomacia brasileira o conceito de “Green Wish” no sentido de que a diplomacia brasileira, e isso fica até aqui como marca do Brasil desde Rio 92 até os dias de hoje, como marca de um país que tem “tração ambiental”. O que isso quer dizer? Não existe mais uma dúvida média aceitável que a crise climática não seja uma realidade amplamente reconhecida em todo o mundo, e bem conduzida nos pelo menos últimos 33 anos pela diplomacia brasileira.
Por outro lado o momento não é de otimismo, e grande percepção disso deve ser justamente o aparente otimismo que grande aporte de recursos para os países que tem créditos de carbono para vender, ou supostamente estariam mais próximo da neutralidade. Que não é a maioria da população do PIB do planeta. Na realidade a proposição que incorrer em recursos como já disse aqui, além de mitigante, é para ser dissuasiva.
O outro ponto central é, se por um lado a diplomacia brasileira é a linha de frente do “Green Wish”, o momento em todo o mundo é de defesa de interesses nacionais de desenvolvimento energético. O mundo demanda mais energia elétrica em todas as frentes mais cruciais de seu desenvolvimento nacional, e o Brasil não é diferente. O Brasil fez uma opção ainda lá no final da década de 90 e início dos anos 2000, por ser um grande produtor de petróleo, e a meta da não utilização de combustíveis fosseis ainda não é nossa politica de desenvolvimento de proa com seu potencial em biocombustíveis também. Até mesmo a China, que é o grande produtor de equipamentos de infraestrutura para produção de energia que não dependem de combustíveis fosseis, e parece alguém de “tração ambiental” na agenda climática hoje, não tem no seu horizonte de curto prazo uma redução apreciável de combustíveis fósseis. Antes pretende colocar sua tecnologia no mundo.
Dito isso, entre politicas de desenvolvimento nacional que devem ser concatenados, está o fato de que, em havendo como solução a politica de mitigação, ou até de dissuasão financeira, dos grandes emissores de carbono que geram grandes fundos, a pergunta central no Brasil a essa altura no meu ponto de vista é como o Brasil mantém uma vantagem na relação cambial de suas exportações de commodities, especialmente agrícolas, agropecuárias, até mesmo os biocombustíveis, que entre técnicas agrícolas mais desenvolvidas, demandam um regime constante de preocupação com regime cambial controlável, pela própria defesa de sua moeda, que faz com que a reflexão se esse imenso volume de recurso mitigantes, repito dissuasivos, querem e podem, acorrer de fato para o Brasil e não pelo Brasil. Na média, embora aprovemos com facilidade uma agenda muito ousada, e festejemos o momento onde é consensual que o aquecimento global deve ser combatido, o movimento em todo o mundo que observado hoje, não se demonstra na politica de desenvolvimento nacional brasileiro cotidiano, como por exemplo o que nos mantém no cotidiano doméstico alarmados quanto a por exemplo flutuações cambiais, e inflação, juros, a estratégia de desenvolvimento energético e a macroeconomia, tem pouco alinhamento com a “tração politica” que conseguimos em todo mundo na questão ambiental.
@CoexistenceLaw
Share this content: