Murilo Jambeiro de Oliveira
Brasil, 8 de abril de 2025.
Ontem Netanyahu passou o dia na Casa Branca sob a expectativa de um anuncio de redução de tarifas, por isso aparentemente os índices israelenses passaram o dia de ontem (7) estáveis, e não houve nem mesmo coletiva ao fim do dia, pelo contrário a notícia mais alardeada foi que não haverá redução alguma. Hoje o Japão está na mesma expectativa após uma ligação a Casa Branca. Fato é que são dois aliados regionais dos mais importantes, me parecem as primeiras tentativas relevantes de negociação com Presidente Donald Trump a se observar.
A isso se aplica outra máxima, como todos os mercados que a essa hora parecem subir em todo o mundo, cai no boato, sobe no fato, ou vice-versa, mas me parece essa a ordem hoje. Ao que curiosamente o Brasil estuda ainda, a despeito de muito antiamericanismo, a possibilidade de ter saído em alguma vantagem de tal fato.
Outro dia estava escutando um produtor de ovos, que tem 500 mil galinhas, dizendo que preço do milho que usa para ração subiu 40%. A relação que ele estabelece é das mais interessantes: produzindo sua própria ração, uma caixa de ovos compra 2 sacos de milho, se passar a comprar menos milho, ele precisará estocar. Sabe-se também que aumentou 40% a demanda por importação de ovos brasileiros, mas ela é pequena, na realidade se falou em quaresma, e o que for, para justificar o aumento da demanda interna, mas é a fonte de proteína que substitui a carne bovina ou aves.
Esse é o fato. Me ocorre em geral que por exemplo é uma questão de educação alimentar, no sentido de que, somos grandes produtores de soja, que é uma grande fonte de proteína vegetal e não temos o habito de consumir soja, as vezes nem temos acesso a receitas e grãos de soja de melhor qualidade. Ainda assim, vai ao longe os hábitos dos brasileiros, como por exemplo até por exemplo na suplementação é tão mais comum consumir albumina, da clara do ovo, do que qualquer outra proteína, as vezes por algum preconceito ou dúvida, quando se diz que soja contém isoflavona.
E qual é a questão? Desde o dia que o que a galinha come é milho, e a galinha tem certeza que quem lhe dá comida é pilantra, considerando que leva seus ovos. Não é estranho a essa altura imaginar que com as medidas tarifárias do Presidente Donald Trump, tenhamos ganho na balança comercial. O que quero dizer com isso, supostamente teria que aumentar muito a exportação de ovos, para eles serem de fato afetos pelo dólar desse modo, mas de outra feita, devem aumentar muito as exportações de milho. Para ficar só no insumo principal, pois é sabido por exemplo que até produtos de limpeza dos galinheiros sofrem alta de preços, mas ainda, até aqui, embora tenha aumentado 40% sua exportação, não chega a ser relevante a exportações ovos, como por exemplo a do milho. E é o que está na mesa entre Estados Unidos da América e China.
Demanda-se compreender que melhora na balança comercial para o Brasil, como aparenta, não é redução de pressão inflacionária. É onde estou com o raciocínio. É o que galinha come e o que galinha pensa, quem dá comida a galinha hoje em dia é pilantra. E digo isso porque elas podem chegar a muitos ovos por dia, quando por exemplo a soja nos ajudaria imensamente com essas ondas. Tudo deve subir como se espera, mas por exemplo, a diversificação do consumo em diversos extratos sociais talvez nos ajude.
@CoexistenceLaw
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