Murilo Jambeiro de Oliveira
Brasil, 18 de março de 2025.
Octavio Guedes ainda está se esforçando sobre contagem de pessoas em manifestações. Sobre o que eu relato, Primo Carbonari onde eu trabalhei antes da Cultura, era o noticioso oficial, cinejornal antes das sessões propriamente ditas, e a notícia do 1 de abril 1964 foi dada por ele, numa película chamada “Revolução da Esperança”. Desde aquela época, e eu sozinho com quase nenhum treinamento e minha lupa, não podia afirmar se a Sé que ele ilustra era a Sé verdadeira, mas era a dúvida fundante do curso. Como e se havia colagem de película sobre multidões ou três gatos pingados.
Nós todos pensamos que isso decorre da tecnologia de hoje, tanto para bem como para mal. No sentido que um diz que isso é fácil de ser fake com os recursos tecnológicos de hoje, outros dizem que é fácil hoje ter uma variedade de fontes que possam confirmar. Essa discussão existe há pelo menos 60 anos no cinema e na política nacional!
Um cineasta brasileiro fez um documentário sobre outra película, chamado: “Soy Cuba, o Mamute Siberiano”, o diretor Vicente Ferraz em 2006. O filme trata de uma expedição russa de mais 200 operários do cinema de mais alto nível dirigidos por Mikhail Kalatozov, para produzir “Soy Cuba” (1964). Merece um outro filme para fazer a analise técnica do que foi aquilo, usando películas, por exemplo, capazes de filmar a meia-noite como se fosse meio-dia, utilizadas na época pela União Soviética nas missões na lua. Fora câmeras em cabos correndo por Havana e coisas do gênero.
Ao chegarem em Moscou para apresentar o filme, ele não foi aprovado pelo governo, porque o clima festivo em coberturas de hotéis lindos ao som de jazz, passavam uma impressão errada, segundo o que se pensava na época, que estariam diante de uma mesma questão moral entre Estados Unidos da América e União Soviética. Só nos anos 90 a película foi liberada para exibição, por esforços de Martin Scorsese e Francis Ford Coppola.
@CoexistenceLaw
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