Murilo Jambeiro de Oliveira
Brasil, 11 de janeiro de 2025.
E a desertificação de imensas áreas urbanas, a despeito de esforços humanos de urbanização com altos índices de desenvolvimento humano, cobra um preço bastante alto em relação ao desmatamento aqui no hemisfério sul e o aquecimento global em todo o planeta. Não chega a ser jamais insólito, como se prevê como reação reflexa da natureza em regiões inteiras do Brasil, se de repente temos poucas chuvas vindas da Amazônia e ventos fortes com menos 1% de umidade como em Los Angeles.
Era primeiro de outubro de 2021 as 3 horas da tarde em São Paulo, e uma queimada sem proporções na Amazônia trazia para São Paulo uma chuva de água negra de fuligem, da queimada que lá acontecia e uma ventania de pó vermelho por todo o interior do estado, que eu apenas consignei aqui no Blog para conseguir precisar tal dado. Não é jamais insólito pensar a desertificação como em Los Angeles no Brasil, como temos até suspeitas fundadas, como chuva de água suja, uma ventania de terra vermelha, como indícios do perfeitamente possível de se aduzir semelhança de consequências em algum prazo não muito distante. E por exemplo numa cidade semelhante a Los Angeles como São Paulo e seu interior.
Algo talvez como dizer que estamos diante de uma passagem do tempo notada com indícios claros da mesma, que da letra de Dylan que diz de tudo em torno da torre de vigia, de tudo em torno do que nos parece o Oscar, o tempo começa a correr nas palavras do compositor: “Lá fora, na distância, um gato selvagem grunhiu, dois cavaleiros se aproximavam, o vento começou a uivar.” Me parece o senso aproximado que se pode comprovar sobre um já histórico dia de queimada no Brasil que o dia virou noite em São Paulo, onde ainda chovia fuligem, ou já chovia fuligem, e já se sentia um vento abrasador, reflexo perfeito e lógico da devastação mais agressiva de florestas, e nitidamente assolando uma área de grandes esforços de densa urbanização e desenvolvimento humano. Algo como dizer, choveu, a perspectiva é que nem chova mais.
@CoexistenceLaw
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